Saúde e bem-estar

Saúde de cães e gatos: guia de prevenção do filhote ao idoso

Saúde de cães e gatos começa na prevenção: check-ups, vacinas, vermífugo, peso, dentes e sinais de alerta em cada fase da vida, do filhote ao idoso.

Publicado em Atualizado em 15 min de leitura

Gato preto deitado numa cadeira e cachorro malhado encostando o focinho nele

Resposta rápida

Cuidar da saúde de cães e gatos é, acima de tudo, prevenir: levar ao veterinário pelo menos uma vez por ano (filhotes com mais frequência e idosos a cada seis meses), manter vacinas e controle de parasitas em dia, cuidar do peso, da alimentação e dos dentes e conhecer os sinais de alerta. Dificuldade para respirar, gato que não consegue urinar, barriga inchada com ânsia sem vômito, convulsão e suspeita de intoxicação são emergências.

Em resumo

  • Adultos vão ao veterinário pelo menos uma vez por ano; filhotes, a cada 3 a 4 semanas no início; idosos, duas vezes por ano.
  • Vacinas essenciais e controle de vermes, pulgas e carrapatos são a base da prevenção.
  • Peso ideal e alimentação adequada reduzem o risco de diabetes, artrite e outros problemas.
  • De 50% a 90% dos gatos com mais de 4 anos têm algum grau de doença dental, segundo a Universidade Cornell.
  • Gatos escondem sinais de doença: mudanças pequenas na rotina merecem atenção.
  • Gato que faz força e não urina, falta de ar e barriga inchada com ânsia são emergências.

A saúde de cães e gatos se constrói muito mais na rotina do que no pronto-socorro. Consulta anual, vacinas em dia, controle de parasitas, peso certo, dentes limpos e um olhar atento para mudanças pequenas evitam muitos sustos e permitem tratar cedo o que não dá para evitar.

Este guia organiza a prevenção por fase da vida, do filhote ao idoso, com base no que recomendam a WSAVA (World Small Animal Veterinary Association), o Manual Veterinário Merck, o Centro de Saúde Felina da Universidade Cornell e o Ministério da Saúde, entre outras fontes veterinárias. Em cada tema, você encontra o link para o artigo aprofundado e, perto do fim, a lista de sinais que pedem veterinário com urgência.

Uma regra vale para tudo o que vem a seguir: este conteúdo ajuda você a observar melhor e a fazer boas perguntas, mas quem examina, diagnostica e prescreve é o médico-veterinário.

O que é prevenção na saúde de cães e gatos?

Prevenir, na prática, é cuidar de cinco frentes ao mesmo tempo:

  1. Consultas regulares, mesmo quando o pet parece bem.
  2. Vacinas essenciais e, quando indicadas, as não essenciais.
  3. Controle de parasitas internos (vermes) e externos (pulgas, carrapatos e mosquitos).
  4. Alimentação e peso adequados para a idade, o porte e a espécie.
  5. Higiene e ambiente: dentes, pele, unhas, caixa de areia, segurança da casa e enriquecimento.

A WSAVA, nas diretrizes de vacinação de 2024, incentiva os veterinários a falar em check-up anual, e não em “consulta da vacina”. A diferença não é só de nome. No check-up, o veterinário pesa o animal, avalia a condição corporal, examina boca, olhos, ouvidos, pele e pelos, ausculta coração e pulmões, apalpa o abdômen e pergunta sobre comida, água, xixi, cocô e comportamento. A vacina é uma parte da consulta, não o motivo inteiro.

O que levar para o check-up

  • a carteirinha de vacinação;
  • o nome da ração (ou a receita da comida caseira), a quantidade diária e os petiscos que ele come;
  • a data do último vermífugo e do último antipulgas;
  • fotos ou vídeos de qualquer coisa estranha (tosse, mancar, comportamento diferente);
  • uma lista de perguntas anotadas no celular;
  • amostra de fezes, se a clínica pedir.

Com que frequência levar o pet ao veterinário?

A frequência muda conforme a fase da vida. Os intervalos abaixo são os do Manual Veterinário Merck, nas versões para tutores de cães e de gatos; a última coluna resume o que costuma entrar em cada consulta:

FaseCachorroGatoFoco da consulta
FilhoteA cada 3 a 4 semanas, até cerca de 4 mesesA cada 3 a 4 semanas, até cerca de 6 mesesVacinas, vermífugo, socialização, plano de castração
AdultoPelo menos 1 vez por anoPelo menos 1 vez por anoReforços, peso, dentes, parasitas, comportamento
Idoso2 vezes por ano ou mais, a partir de 7 a 8 anos2 vezes por ano ou mais, a partir de 8 a 9 anosExames de sangue e urina, articulações, rins, coração

Por que o idoso vai mais vezes? Porque um ano na vida de um pet equivale a vários anos na nossa, e doenças como a renal ou a cardíaca podem avançar bastante entre uma consulta anual e outra. A conta de quanto um ano “vale” para ele está em idade do cachorro em anos humanos.

Gatos merecem atenção extra: eles escondem sinais de doença e de dor muito bem, e muitos tutores só percebem algo errado quando o problema já está avançado. Ir à consulta “com o gato parecendo bem” é exatamente o objetivo. Para reduzir o estresse, deixe a caixa de transporte aberta em casa, com uma manta e petiscos, dias antes da visita.

Filhote: o que fazer nos primeiros meses

Os primeiros meses concentram o maior número de consultas e decisões. Um bom roteiro:

  • Primeira consulta logo após a chegada. O veterinário examina o filhote, confere se há sinais de doença e monta o calendário de vacinas e vermífugo. Em gatinhos, pode pedir o teste de FeLV e FIV.
  • Vacinas em série. Filhotes recebem várias doses, a cada 2 a 4 semanas, até 16 semanas de vida ou mais, porque os anticorpos da mãe atrapalham as primeiras doses. Os detalhes, as diferenças entre V8 e V10 e a antirrábica estão no calendário de vacinas para cachorro; para felinos, veja as vacinas para gato, com V3, V4 e V5.
  • Vermífugo. Vermes são muito comuns em filhotes, e o protocolo começa cedo. A frequência depende da idade e do estilo de vida: veja de quanto em quanto tempo no guia de vermífugo para cachorro e gato.
  • Socialização segura. A fase de socialização coincide com o período em que o filhote ainda não completou as vacinas. Converse com o veterinário sobre como apresentar o mundo ao filhote sem riscos: colo, visitas a casas com animais vacinados, aulas para filhotes em ambientes limpos.
  • Castração. Vale planejar desde cedo, porque a idade ideal varia por espécie, porte e sexo. Benefícios, riscos e pós-operatório estão no guia de castração de cachorro e gato, e quem tem fêmea vai querer entender o cio da cadela.
  • Identificação. Plaquinha com telefone na coleira e, se possível, microchip.

Se é o seu primeiro pet, o guia do tutor de primeira viagem organiza o primeiro mês inteiro, da compra do enxoval à primeira noite.

Vacinas e controle de parasitas: o calendário básico

Para a WSAVA, todo cão e todo gato deve receber as vacinas essenciais. Nos cães, elas protegem contra cinomose, adenovírus canino (hepatite infecciosa) e parvovirose; nos gatos, contra panleucopenia, herpesvírus e calicivírus. Onde a raiva é endêmica, a antirrábica também é essencial para as duas espécies, e onde a leptospirose circula, a vacina contra ela deve ser considerada essencial para cães. No Brasil, a raiva ainda circula e o Ministério da Saúde destaca a vacinação anual de cães e gatos como forma eficaz de prevenir a doença nos animais e, por consequência, nas pessoas.

CuidadoCachorroGatoOnde saber mais
Vacina múltiplaV8 ou V10V3, V4 ou V5Calendários de vacinas
AntirrábicaA partir de 12 semanas, reforço anualA partir de 12 semanas, reforço anualTambém aplicada em campanhas públicas de vacinação
VermífugoFrequência definida pelo veterinárioFrequência definida pelo veterinárioExame de fezes ajuda a ajustar
PulgasControle contínuo, principalmente no calorTambém em gatos de apartamentoTratar o pet e a casa
CarrapatosControle contínuo em áreas de riscoMenos comum, mas possívelDoenças transmitidas por carrapato
LeishmanioseProteção contra o mosquito-palha em áreas de riscoRaramente o foco da prevençãoColeira inseticida e, se o veterinário indicar, vacina

Alguns pontos merecem destaque:

  • Pulgas não causam só coceira: podem transmitir vermes e provocar alergia de pele. O controle precisa incluir o ambiente, como explica o guia de como acabar com pulgas.
  • Carrapatos transmitem a erliquiose e a babesiose, conhecidas juntas como doença do carrapato. Febre, apatia, falta de apetite e sangramentos depois de um carrapato merecem consulta.
  • Leishmaniose visceral é transmitida pelo mosquito-palha. Segundo o Ministério da Saúde, o cão é o principal reservatório do parasita em área urbana, e a doença pode ser fatal para pessoas sem tratamento. Limpeza de quintais e abrigos dos animais e as medidas contra o mosquito indicadas pelo veterinário fazem parte da prevenção nas regiões de risco.
  • Verme do coração (dirofilariose): em áreas onde ele existe, o veterinário pode indicar prevenção contínua.

Nunca use antipulgas de cachorro em gato sem orientação: alguns produtos seguros para cães são tóxicos para felinos.

Alimentação, peso e água: a prevenção que mora no pote

A comida certa, na quantidade certa, é um dos cuidados de saúde com maior efeito a longo prazo. As diretrizes globais de nutrição da WSAVA recomendam que a avaliação nutricional faça parte de toda consulta, com o escore de condição corporal (uma nota para a reserva de gordura) e o escore de massa muscular, que pode cair com a idade e com doenças. A WSAVA também alerta que a lista de ingredientes do rótulo diz pouco sobre a qualidade real do alimento.

Como saber se o peso está bom

Passe as mãos, com as palmas para baixo, sobre as costelas do seu pet. O ideal é sentir as costelas com facilidade, cobertas por uma camada fina de gordura, e enxergar a cintura quando você olha o animal de cima. Se você precisa apertar para encontrar as costelas, ou se a barriga pende e a cintura sumiu, é hora de conversar com o veterinário.

O sobrepeso é comum e não é só estético. Segundo o Centro de Saúde Felina da Cornell, a obesidade é o problema nutricional mais comum dos gatos e os deixa mais suscetíveis a doenças como artrite e diabetes. Um alerta importante: dieta radical é perigosa para gatos. Segundo a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Illinois, o gato que passa alguns dias seguidos sem comer corre o risco de desenvolver lipidose hepática, uma doença do fígado que pode ser fatal, e os gatos acima do peso têm mais chance de ter o problema. Por isso, emagrecer deve ser um processo gradual, planejado com o veterinário.

O que entra (e o que não entra) no pote

Dentes, pele, unhas e higiene: cuidados que evitam doença

A boca é uma das áreas mais esquecidas. Segundo o Centro de Saúde Felina da Cornell, entre 50% e 90% dos gatos com mais de 4 anos têm algum grau de doença dental, a maioria evitável ou tratável. Os sinais incluem mau hálito, baba, hesitação na hora de comer, virar a cabeça ao mastigar e preferência por comida mole. Em cães, o Manual Merck recomenda escovação regular com escova e pasta próprias para cães e limpezas profissionais quando necessário.

Três cuidados práticos:

Para gatos, a caixa de areia também é ferramenta de saúde: limpar todo dia permite notar mudanças no tamanho e na quantidade dos torrões de xixi, no cocô e em sangue. Quantidade, tipo e lugar certos estão no guia de caixa de areia para gato.

No verão, o calor é outro risco real, principalmente para cães braquicefálicos (focinho curto), como o bulldog francês. Os sinais de alerta e como refrescar estão em cachorro e gato no calor.

Pet idoso: o que muda depois dos 7 anos

O envelhecimento não é doença, mas aumenta a chance de várias delas. Segundo o Centro de Saúde Felina da Cornell, muitos gatos começam a ter mudanças ligadas à idade entre 7 e 10 anos, e a maioria já tem aos 12. Entre as doenças mais frequentes nos gatos idosos estão hipertireoidismo, pressão alta, diabetes, doença inflamatória intestinal, câncer, doença renal e doença articular. Em cães, problemas de articulação, coração, rins, dentes e tumores também ficam mais comuns com a idade.

O que muda na rotina de prevenção

  • Consultas duas vezes por ano, como recomenda o Manual Merck para cães e gatos idosos.
  • Exames periódicos: para gatos idosos saudáveis, a Cornell cita exames de sangue, de fezes e de urina pelo menos uma vez por ano. Como a pressão alta fica mais comum com a idade, o veterinário também pode medir a pressão arterial.
  • Adaptações em casa: caixa de areia com borda baixa para gatos com artrite, rampas e tapetes antiderrapantes, cama macia longe de correntes de ar.
  • Alimentação ajustada à nova fase, sempre com orientação.

Sinais de envelhecimento que pedem consulta

Beber muita água e fazer muito xixi, emagrecer sem motivo, comer menos, mau hálito forte, rigidez ao levantar, dificuldade em subir escadas ou pular, dormir muito mais, desorientação à noite e mudanças de humor. Nos gatos, a doença renal é uma das mais comuns da terceira idade, por isso o exame de sangue e urina periódico faz tanta diferença; sinais, diagnóstico e cuidados estão no guia de doença renal em gatos. Para cães, veja os cuidados com cachorro idoso em cada fase.

A dor também muda de cara no idoso: muitas vezes aparece como “preguiça” ou mau humor. Aprenda a reconhecer os sinais de dor em cães e gatos. E se você quer saber o que esperar em termos de anos, veja quanto tempo vive um gato e quanto tempo vive um cachorro.

Cachorro e gato não adoecem do mesmo jeito

Muitos cuidados são comuns às duas espécies, mas algumas diferenças mudam a forma de observar:

PontoCachorroGato
Como mostra que está malCostuma deixar claro: fica quieto, geme, perde o interesseEsconde: se isola, dorme mais, muda hábitos aos poucos
Risco frequenteComer o que não deve (lixo, objetos, tóxicos)Problemas urinários e renais
Emergência típicaBarriga inchada com ânsia sem vômito (torção gástrica), principalmente em raças grandes de peito fundoGato, principalmente macho, fazendo força sem conseguir urinar
Falta de apetiteUm dia sem fome pode ser só mal-estar passageiroGato que para de comer precisa de contato rápido com o veterinário, pelo risco de lipidose hepática
MedicamentosVários remédios humanos são tóxicosAinda mais sensível; alguns produtos de cães são tóxicos para gatos

Sobre o risco de engolir objetos, o Manual Merck observa que cães jovens de porte grande são os mais propensos a obstruções por corpos estranhos, e recomenda avisar o veterinário sobre acesso a barbante, linha, tecido ou agulhas. E sobre a torção gástrica, o mesmo manual descreve inquietação, respiração acelerada, barriga inchada e dolorida, ânsia repetida sem vômito e baba excessiva, com orientação de procurar atendimento imediatamente.

Sinais de alerta: quando procurar o veterinário

Saber separar “pode esperar” de “não pode esperar” é uma das habilidades mais importantes do tutor.

Procure atendimento imediato

  • Dificuldade para respirar, respiração de boca aberta em gato, gengiva pálida, arroxeada ou muito vermelha.
  • Gato que faz força na caixa de areia e não sai xixi, ou sai muito pouco. Segundo o Centro de Saúde Felina da Cornell, a obstrução urinária completa pode matar em menos de 24 a 48 horas.
  • Barriga inchada com ânsia sem conseguir vomitar, principalmente em cães grandes.
  • Convulsão, desmaio, fraqueza súbita, andar cambaleante.
  • Trauma: atropelamento, queda de altura, briga com ferimento profundo, mesmo que ele pareça bem.
  • Suspeita de intoxicação: chocolate, remédio humano, veneno de rato, produto de limpeza, planta tóxica.
  • Vômito ou diarreia com muito sangue, ou vômitos repetidos, principalmente em filhotes.
  • Sinais de insolação: ofegância intensa, baba grossa, língua muito vermelha, descoordenação.
  • Sangramento que não para ou dor intensa.

Marque consulta nos próximos dias

  • Diarreia ou vômito que passam de um ou dois dias, mesmo com o pet animado. Veja os guias de cachorro com diarreia e de gato vomitando.
  • Beber água e urinar mais do que o normal.
  • Perda de peso ou de apetite. No gato, não espere: se ele parou de comer, fale com o veterinário o quanto antes.
  • Tosse, espirros ou secreção que não passam.
  • Coceira persistente, feridas, queda de pelo, orelhas com cheiro ou secreção.
  • Mancar, dificuldade para levantar ou pular.
  • Caroço novo ou que cresce.
  • Mudanças de comportamento: se esconder, agressividade nova, xixi fora da caixa ou fora do lugar.

O Manual Merck, na versão para tutores de cães, resume bem: sinais como não comer, menos atividade, vômito, diarreia, alterações no xixi, tosse, espirros, secreção nos olhos, nas orelhas ou no nariz, queda de pelo, coceira e manqueira merecem consulta se durarem mais de um ou dois dias. E uma regra que vale sempre: nunca dê remédio humano sem orientação veterinária.

Prevenção é carinho de todo dia

Cuidar da saúde de cães e gatos não exige perfeição, exige constância: consulta pelo menos uma vez por ano (duas no idoso), vacinas e controle de parasitas em dia, comida certa na medida certa, dentes limpos e atenção para os sinais que cada espécie dá do seu jeito. Os artigos linkados ao longo deste guia aprofundam cada tema, e esta página continua sendo o ponto de partida sempre que surgir uma dúvida nova.

Do filhote desajeitado que chegou numa caixa de papelão ao idoso de focinho branco que ainda espera você na porta, cada fase merece ser celebrada. Se quiser guardar uma lembrança dessa história, dá para eternizar a foto dele no mural de 1 milhão de pets, com nome e tudo, para o Brasil inteiro ver.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário. Se o seu pet apresentar sinais de emergência, procure atendimento imediatamente.

Perguntas frequentes

De quanto em quanto tempo devo levar meu cachorro ou gato ao veterinário?

Adultos saudáveis, pelo menos uma vez por ano. Filhotes vão com mais frequência nos primeiros meses, a cada 3 a 4 semanas durante as vacinas. Segundo o Manual Veterinário Merck, cães a partir de 7 a 8 anos e gatos a partir de 8 a 9 anos devem ir duas vezes por ano ou mais, e o veterinário pode pedir exames de sangue periódicos para flagrar doenças crônicas no começo.

Gato que não sai de casa precisa de vacina e vermífugo?

Sim. Vírus e parasitas entram em casa nos sapatos, nas roupas e em outros objetos, e o gato também se expõe em fugas e idas à clínica. As vacinas essenciais valem para todos os gatos, e a frequência do vermífugo deve ser definida com o veterinário conforme o estilo de vida.

Quais sinais mostram que meu pet precisa de atendimento urgente?

Dificuldade para respirar, gengiva pálida ou arroxeada, convulsão, desmaio, barriga inchada com ânsia sem vômito, gato fazendo força na caixa sem sair xixi, vômito ou diarreia com muito sangue, trauma (atropelamento, queda) e suspeita de intoxicação. Nesses casos, vá direto a um atendimento veterinário.

A partir de que idade cães e gatos são considerados idosos?

O Manual Veterinário Merck considera idosos os cães acima de 7 a 8 anos e os gatos acima de 8 a 9 anos. Segundo a Universidade Cornell, muitos gatos começam a mostrar mudanças ligadas à idade entre 7 e 10 anos, e a maioria já mostra aos 12.

Posso dar remédio de gente para o meu cachorro ou gato?

Não. Vários medicamentos humanos comuns são perigosos para cães e gatos, mesmo em pequenas quantidades, e os gatos são especialmente sensíveis. Qualquer remédio deve ser indicado pelo veterinário, que define o produto e a dose para o peso e a espécie.

Fontes consultadas

  1. 2024 Guidelines for the Vaccination of Dogs and Cats (Executive Summary) (WSAVA (World Small Animal Veterinary Association))
  2. Global Nutrition Guidelines (WSAVA (World Small Animal Veterinary Association))
  3. Routine Health Care of Dogs (Merck Veterinary Manual (versão para tutores))
  4. Routine Health Care of Cats (Merck Veterinary Manual (versão para tutores))
  5. The Special Needs of the Senior Cat (Cornell Feline Health Center)
  6. Feline Dental Disease (Cornell Feline Health Center)
  7. Feline Lower Urinary Tract Disease (Cornell Feline Health Center)
  8. Leishmaniose visceral (Ministério da Saúde)
  9. Raiva (Ministério da Saúde)
  10. Recommendations on vaccination for Latin American small animal practitioners: a report of the WSAVA Vaccination Guidelines Group (Day et al., 2020) (Journal of Small Animal Practice)
  11. Disorders of the Stomach and Intestines in Dogs (Merck Veterinary Manual (versão para tutores))
  12. Feeding Your Cat (Cornell Feline Health Center)
  13. Hepatic Lipidosis: A Serious Problem When Cats Stop Eating (University of Illinois College of Veterinary Medicine)
  14. Keep Your Medications Away from Pets (University of Illinois College of Veterinary Medicine)

Foto da capa: cogdogblog, via Flickr (CC0 (domínio público)).

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