Saúde e bem-estar

De quanto em quanto tempo vermifugar cachorro e gato: tabela por idade e risco

De quanto em quanto tempo vermifugar cachorro e gato: tabela para filhotes e adultos, sinais de verme, exame de fezes e o que dizem as diretrizes.

Publicado em 12 min de leitura

Filhote de cachorro branco e preto olhando para a câmera

Resposta rápida

De quanto em quanto tempo vermifugar cachorro e gato depende da idade e do risco. Filhotes de cachorro começam com 2 semanas de vida e gatinhos com 3 semanas, repetindo a cada 2 semanas no início. Para adultos, a diretriz europeia ESCCAP recomenda pelo menos 4 vezes por ano (a cada 3 meses) quando o risco não é conhecido, de 1 a 2 vezes para pets que vivem só dentro de casa e até todo mês nos casos de alto risco. O veterinário define o plano.

Em resumo

  • Não existe um intervalo único: a frequência depende da idade, do estilo de vida e de quem mora na casa.
  • Filhotes são vermifugados cedo e várias vezes, porque podem pegar lombrigas da mãe pela placenta (cães) ou pelo leite.
  • Para adultos com risco desconhecido, o ESCCAP recomenda no mínimo 4 vermifugações por ano; uma ou duas por ano ficam para pets de baixo risco, que vivem só dentro de casa.
  • O exame de fezes ajuda a ajustar o plano, mas um resultado negativo não garante que o animal esteja livre de vermes.
  • Alguns vermes de cães e gatos passam para pessoas, e as crianças são as mais expostas.

De quanto em quanto tempo vermifugar cachorro e gato depende, antes de tudo, da idade e do risco de cada animal. Filhotes começam com 2 ou 3 semanas de vida e repetem a cada 2 semanas; adultos com risco desconhecido devem ser vermifugados pelo menos a cada 3 meses, segundo a diretriz europeia do ESCCAP, e pets de alto risco podem precisar de vermifugação mensal.

Se você sempre ouviu que “vermífugo é a cada seis meses”, não está sozinho. A regra é popular, mas fica abaixo do que as diretrizes internacionais consideram suficiente para a maioria dos cães e gatos que saem de casa, convivem com outros animais ou dividem o sofá com crianças pequenas.

Neste guia você encontra a frequência por fase da vida e estilo de vida, com base no ESCCAP (European Scientific Counsel Companion Animal Parasites), no TroCCAP (Tropical Council for Companion Animal Parasites, que escreve recomendações para países tropicais como o Brasil) e no CAPC (Companion Animal Parasite Council, dos EUA). Também mostramos os sinais de verme, os erros mais comuns e quando procurar o veterinário.

Por que vermifugar e como o vermífugo funciona

Vermes intestinais são comuns em cães e gatos no mundo todo. Os principais são as lombrigas (Toxocara), os ancilóstomos (Ancylostoma), as tênias (como o Dipylidium, transmitido pela pulga) e os tricurídeos (Trichuris). Muitos animais infectados, principalmente os adultos, não mostram sintoma nenhum, e é aí que mora o perigo: eles continuam espalhando ovos no ambiente, para outros pets e para a família.

O vermífugo (ou anti-helmíntico), em geral, trata a infecção que existe naquele momento. Ele não funciona como uma vacina: dias depois, o animal pode se reinfectar ao farejar o chão, engolir uma pulga, caçar um bichinho ou comer carne crua. O ESCCAP explica que as lombrigas levam pouco mais de quatro semanas, depois que o animal engole ovos do ambiente ou come uma presa infectada, para começar a eliminar ovos. Por isso a lógica do calendário é reduzir o tempo em que o pet fica carregando vermes, e é por isso também que, nos cenários de risco alto, a recomendação chega a ser mensal.

Vale lembrar que nem todo parasita é verme. A giárdia, por exemplo, é um protozoário e pede diagnóstico e tratamento próprios. Já o verme do coração (dirofilariose) é transmitido por mosquito e tem prevenção específica.

De quanto em quanto tempo vermifugar filhotes de cachorro e gato

Filhotes recebem atenção especial porque podem pegar lombrigas da mãe: os de cachorro ainda na barriga ou pelo leite, e os gatinhos pelo leite. As diretrizes convergem nestes intervalos:

FaseFilhote de cachorroFilhote de gato
Primeira vermifugaçãoPor volta de 2 semanas de vida (ESCCAP e TroCCAP)Por volta de 3 semanas de vida (ESCCAP e TroCCAP)
Primeiras semanasA cada 2 semanas até 8 semanas (TroCCAP) ou até 2 semanas após o desmame (ESCCAP)A cada 2 semanas até o desmame (ESCCAP) ou até 10 semanas (TroCCAP)
Até 6 mesesMensal se o risco continuar alto, como em encontros e turmas de socialização de filhotes (ESCCAP)Mensal se o risco continuar alto, como em gatinhos que saem livremente (ESCCAP)
Depois dissoPlano de adulto, conforme o riscoPlano de adulto, conforme o risco

Quando a gata e os filhotes vivem ao ar livre, em ambiente possivelmente contaminado, o TroCCAP indica tratar os gatinhos contra ancilóstomos já a partir de 2 semanas, a cada 2 semanas, até pelo menos 10 semanas. O CAPC, dos EUA, recomenda tratar filhotes de cães e gatos a partir de 2 semanas de idade e repetir a cada 2 semanas até o início do controle regular de parasitas.

Adotou um filhote sem saber o histórico? Leve ao veterinário logo nos primeiros dias. Ele vai pesar o animal, avaliar e montar o esquema junto com o calendário de vacinas para cachorro ou de vacinas para gato. O guia como adotar um cachorro ou gato traz a lista completa dos primeiros cuidados.

Mãe prenhe ou amamentando

Como a transmissão para os filhotes acontece pela placenta e pelo leite (nos gatos, só pelo leite), as diretrizes também tratam da mãe. O ESCCAP recomenda vermifugar a cadela junto com a primeira dose dos filhotes (2 semanas após o parto) e a gata junto com a primeira dose dos gatinhos (3 semanas após o parto), e descreve protocolos específicos para a gestação. Nem todo vermífugo é seguro para gestantes, então aqui a regra é absoluta: só com prescrição do veterinário.

De quanto em quanto tempo vermifugar cachorro adulto

Para adultos, o ESCCAP classifica o cão em grupos de risco. A tabela resume a frequência sugerida para cada perfil:

Perfil do cachorroExemploFrequência sugerida (ESCCAP)
Vive dentro de casa, sem contato direto com outros cães, sem acesso a parques ou jardins, sem carne crua e sem comer lesmas, caramujos ou presasCão de apartamento que quase não sai1 a 2 vezes por ano, ou exame de fezes na mesma frequência
Sai regularmente e convive com outros cães, mas não caça nem come lesmas ou caramujosA maioria dos cães urbanos que passeiam todo dia4 vezes por ano (a cada 3 meses), ou exame de fezes na mesma frequência
Sai regularmente e costuma comer grama ou ter contato com lesmas e caramujosCão de quintal com jardim ou hortaDe 4 a 12 vezes por ano contra vermes intestinais e pulmonares, e de 4 a 12 vezes contra tênia
Fica solto sem supervisão, caça, come presas ou víscerasCão de sítio, de quintal aberto, “fujão”De 4 a 12 vezes por ano contra vermes intestinais e pulmonares, e todo mês contra tênia
Come carne crua sem cozimento ou congelamento adequadosDieta crua caseiraTratamento contra tênia a cada 4 semanas
Mora com crianças pequenas (menores de 5 ou 6 anos), idosos ou pessoas imunossuprimidasFamília com bebê ou criança pequenaMensal, ou exame de fezes mensal, conforme a avaliação de risco
Vive em canil ou participa de exposições, competições e esportesCão de criação ou de esporteNo canil, mensal (ou exame de fezes a cada 4 semanas); nos eventos, uma dose até 2 semanas antes e outra até 2 semanas depois

Dois pontos do ESCCAP merecem destaque. Primeiro: quando não dá para avaliar o risco com clareza, o cão deve ser vermifugado (ou ter as fezes examinadas) pelo menos 4 vezes por ano. Segundo: a diretriz afirma que tratamentos anuais ou semestrais não têm impacto significativo na prevenção de infecções em uma população, o que derruba a ideia de que “duas vezes por ano resolve tudo”.

E no Brasil? O ESCCAP observa que os ovos de vermes como as lombrigas precisam de alguns dias a algumas semanas em temperaturas geralmente acima de 16 °C para se tornar infectantes, condição que boa parte do país tem o ano inteiro. Para regiões tropicais, o TroCCAP recomenda que, depois do esquema de filhote, os cães recebam tratamento mensal. O CAPC vai na mesma direção ao defender controle parasitário de amplo espectro o ano inteiro e, quando isso não for possível, vermifugação 4 vezes por ano. Na prática, o seu veterinário vai combinar essas referências com a realidade da sua região e da sua casa.

Se você alimenta o cachorro com carne crua, converse antes com o veterinário. O ESCCAP lembra que cozinhar a carne (pelo menos 65 °C no centro por 10 minutos) ou congelá-la por pelo menos uma semana entre -17 °C e -20 °C previne as infecções por parasitas transmitidas pela carne crua. O guia de alimentação natural para cachorro explica como fazer a dieta com segurança.

E o gato adulto: apartamento muda a conta?

Muda, mas não zera o risco. O guia do ESCCAP divide os gatos em dois grupos:

  • Gato que vive só dentro de casa (ou só acessa uma varanda ou um quintal telados) e dificilmente caça roedores ou outras presas: de 1 a 2 vezes por ano, ou exame de fezes com a mesma frequência.
  • Gato que sai livremente, convive com outros gatos e pode caçar: de 4 a 12 vezes por ano contra vermes intestinais e tratamento contra tênia de 4 a 12 vezes por ano.

O TroCCAP, pensado para os trópicos, é mais rigoroso: recomenda que todos os gatos adultos sejam tratados mensalmente. E, assim como nos cães, gatos que dividem a casa com crianças pequenas, idosos ou pessoas imunossuprimidas podem precisar de vermifugação ou exame de fezes mensal, segundo o ESCCAP.

Mesmo o gato de apartamento pode se infectar ao engolir pulgas durante a lambedura (a pulga carrega a tênia Dipylidium), ao caçar lagartixas ou passarinhos na janela ou pelo contato com um novo animal da casa. Manter a caixa de areia do gato limpa todos os dias também reduz a reinfecção.

Exame de fezes: o aliado do calendário

O exame de fezes (coproparasitológico) mostra quais parasitas estão presentes e ajuda o veterinário a escolher o tratamento certo. O ESCCAP aceita o exame feito na mesma frequência das vermifugações como alternativa ao tratamento de rotina para vermes intestinais, e o CAPC recomenda exames de fezes pelo menos 2 vezes por ano em adultos saudáveis e pelo menos 4 vezes no primeiro ano de vida.

Mas atenção a dois limites:

  • Resultado negativo não é garantia. O animal pode estar no começo da infecção, antes de eliminar ovos, ou eliminar poucos ovos.
  • Tênias escapam com facilidade do exame. Por isso, quando o risco não é conhecido, o ESCCAP recomenda tratar contra tênia pelo menos 4 vezes por ano, em vez de confiar só no exame.

Para colher a amostra, use fezes frescas, sem recolher do chão de terra, e pergunte ao laboratório se é preciso juntar amostras de mais de um dia, o que aumenta a chance de encontrar o parasita.

Sinais de verme e quando procurar o veterinário

Muitos pets com vermes parecem saudáveis. Quando há sinais, os mais comuns, segundo o ESCCAP e o TroCCAP, são:

  • Barriga inchada (aspecto barrigudo) e desconforto abdominal em filhotes.
  • Diarreia, às vezes com muco ou sangue, e vômito, que em filhotes pode trazer vermes adultos.
  • Emagrecimento, falta de apetite ou filhote que não cresce e não se desenvolve bem.
  • Gengiva pálida, sinal de anemia. Os ancilóstomos se alimentam principalmente de sangue e, segundo o TroCCAP, podem causar diarreia muitas vezes com sangue, anemia e até morte em filhotes.
  • Pequenos segmentos brancos, que depois de secos lembram grãos de arroz, perto do ânus, nas fezes ou na caminha: sinal típico da tênia transmitida pela pulga.
  • Coceira no bumbum e o hábito de arrastá-lo no chão.
  • Tosse e cansaço fácil, que podem indicar vermes pulmonares ou do coração.

Procure o veterinário no mesmo dia se o filhote estiver com diarreia, vômito ou apatia, se houver sangue nas fezes, gengiva pálida ou fraqueza. Filhotes desidratam e ficam anêmicos muito rápido. Para os adultos, marque consulta se notar vermes nas fezes, emagrecimento, diarreia que não passa (veja o guia sobre cachorro com diarreia) ou se o seu gato vomita com frequência (leia gato vomitando).

Vermes que passam para pessoas e como proteger a família

Parte dos vermes de cães e gatos é zoonótica, ou seja, também infecta humanos. Os dois exemplos mais conhecidos:

  • Lombriga (Toxocara): quando uma pessoa engole ovos presentes na terra, na areia ou em mãos sujas, as larvas podem migrar pelo corpo (a chamada larva migrans visceral ou ocular). O TroCCAP destaca que as crianças são as mais expostas, pelo jeito como brincam, e que a larva pode chegar aos olhos e causar redução da visão ou até cegueira.
  • Ancilóstomo (Ancylostoma): segundo o TroCCAP, todos os ancilóstomos de animais podem infectar pessoas. As larvas que ficam na areia ou na terra contaminadas por fezes penetram na pele, por isso o risco maior é andar descalço ou sentar direto nesses lugares. O Ancylostoma braziliense causa o famoso bicho geográfico, um trajeto avermelhado e sinuoso na pele que coça muito.

Os cuidados que mais protegem a família, segundo o ESCCAP:

  1. Recolha as fezes todos os dias, em casa e na rua, e descarte bem embaladas no lixo, nunca no vaso sanitário ou na compostagem de horta.
  2. Mantenha o calendário de vermífugo e o controle de pulgas em dia. O guia como acabar com pulgas mostra como tratar o animal e a casa.
  3. Lave as mãos depois de mexer com o pet, a caixa de areia ou as fezes e sempre antes de comer, use luvas na jardinagem e ensine as crianças a fazer o mesmo.
  4. Cubra tanques de areia de parquinhos e quintais quando não estiverem em uso, para que gatos não os usem como banheiro.
  5. Ofereça água limpa e não deixe o pet beber de poças.

Erros comuns na vermifugação

  • Seguir “a cada seis meses” sem avaliar o risco. Para muitos pets, isso é pouco.
  • Dar a dose “no olho”. A dose depende do peso exato e do produto. Pese o animal e siga a prescrição; não divida comprimidos por conta própria.
  • Usar produto de cachorro no gato. Cada produto é registrado para uma espécie e uma faixa de peso. Alguns antiparasitários de cães são tóxicos para gatos: segundo a AAFP (American Association of Feline Practitioners), produtos contra pulgas para cães à base de permetrina aplicados em gatos respondem por grande parte das intoxicações felinas registradas pelo centro de controle de intoxicações da ASPCA, nos EUA.
  • Esquecer as pulgas. Sem controlar as pulgas, a tênia transmitida por elas pode voltar pouco tempo depois do vermífugo.
  • Vermifugar só quando vê verme. A maioria das infecções é silenciosa.
  • Trocar o vermífugo por receita caseira. Não há substituto caseiro comprovado, e alguns ingredientes usados nessas receitas fazem mal a cães e gatos, como mostra a lista de alimentos proibidos para cachorro.
  • Achar que qualquer vermífugo cobre o verme do coração. A dirofilariose pede prevenção própria, indicada pelo veterinário, e o CAPC recomenda teste anual em cães.

Prevenção em dia, pet tranquilo

Não existe um intervalo único para vermifugar cachorro e gato, mas existe um caminho seguro: filhotes cedo e com repetição, adultos pelo menos a cada 3 meses quando o risco não é conhecido, ajuste para mais ou para menos conforme o estilo de vida e, acima de tudo, um plano montado com o veterinário. Anote as datas em um calendário (ou no celular) junto com as vacinas: o guia de saúde de cães e gatos ajuda a organizar a prevenção em cada fase.

E se esse filhote que acabou de tomar a primeira dose já virou o dono da casa, guarde esse começo de história: dá para eternizar a foto dele no mural de 1 milhão de pets, com nome e tudo, e mostrar pro Brasil inteiro.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário. Se o seu pet apresentar sinais de emergência, procure atendimento imediatamente.

Perguntas frequentes

Vermifugar a cada 6 meses é suficiente?

Para a maioria dos cães e gatos que saem de casa, não. O ESCCAP afirma que tratamentos anuais ou semestrais não têm impacto significativo na prevenção de infecções e recomenda pelo menos 4 por ano quando o risco não é conhecido. Pets que vivem só dentro de casa, sem contato com outros animais, podem ficar com 1 a 2 vezes por ano, a critério do veterinário.

Gato que não sai de casa precisa de vermífugo?

Precisa, mas com menos frequência. O risco não é zero: pulgas engolidas na lambedura, a chegada de outro animal e a caça de pequenos bichos, como lagartixas, podem levar vermes até ele. O ESCCAP sugere de 1 a 2 vezes por ano (ou exame de fezes) para gatos que vivem só dentro de casa. Se houver criança pequena na casa, o veterinário pode indicar mais.

Com quantos dias pode dar vermífugo para filhote?

O ESCCAP indica a primeira vermifugação por volta dos 14 dias de vida (2 semanas) para filhotes de cachorro e dos 21 dias (3 semanas) para gatinhos, repetindo a cada 2 semanas nas primeiras semanas; o CAPC, dos EUA, indica começar com 2 semanas nas duas espécies. Use apenas produto indicado para filhotes, na dose calculada pelo veterinário para o peso do animal.

O vermífugo previne vermes por meses?

Na maioria dos casos, não. Em geral, o vermífugo trata a infecção presente, e o animal pode se reinfectar dias depois. Por isso existe o calendário: as doses repetidas reduzem o tempo em que o pet carrega vermes e elimina ovos no ambiente.

Vermífugo protege contra o verme do coração?

Não necessariamente. A dirofilariose, o verme do coração, é transmitida por mosquito e pede prevenção específica, indicada pelo veterinário conforme a região onde o pet vive.

Fontes consultadas

  1. Worm Control in Dogs and Cats (ESCCAP Guideline 01, 7th edition, June 2025) (ESCCAP (European Scientific Counsel Companion Animal Parasites))
  2. Roundworms (canine guidelines) (TroCCAP (Tropical Council for Companion Animal Parasites))
  3. Ascarids (feline guidelines) (TroCCAP (Tropical Council for Companion Animal Parasites))
  4. Hookworms (canine guidelines) (TroCCAP (Tropical Council for Companion Animal Parasites))
  5. General Guidelines for Dogs and Cats (CAPC (Companion Animal Parasite Council))
  6. Permethrin Poisoning and Cats (AAFP (American Association of Feline Practitioners))

Foto da capa: LifeOpenSourced.com, via Flickr (CC0 (domínio público)).

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