Saúde e bem-estar

Vacinas para gato: calendário, V3, V4, V5 e antirrábica

Vacinas para gato: veja o calendário do filhote ao adulto, a diferença entre V3, V4 e V5, quando dar a antirrábica e por que gato de apartamento também precisa.

Publicado em 12 min de leitura

Filhote de gato branco e cinza deitado no carpete

Resposta rápida

As vacinas para gato essenciais protegem contra panleucopenia, rinotraqueíte (herpesvírus) e calicivirose, presentes na V3, V4 e V5, além da raiva. O filhote começa entre 6 e 8 semanas, recebe doses a cada 3 a 4 semanas até 16 a 20 semanas e um reforço por volta dos 6 meses; a antirrábica entra na idade indicada na bula e, no Brasil, é repetida todo ano. A V5 inclui a leucemia felina (FeLV), indicada para gatos jovens e com acesso à rua, depois de um teste negativo.

Em resumo

  • Todo gato, inclusive o de apartamento, deve tomar as vacinas essenciais e a antirrábica.
  • V3 protege contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose; V4 soma a clamidiose; V5 soma a leucemia felina (FeLV).
  • O filhote toma doses a cada 3 a 4 semanas até 16 a 20 semanas, com reforço por volta dos 6 meses.
  • Antes da vacina contra FeLV, o gato precisa de um teste para saber se já tem o vírus.
  • A vacina deve ser aplicada longe da nuca, na parte de baixo das patas ou na cauda, e caroço que não some precisa ser avaliado.

As vacinas para gato protegem contra doenças graves e muito contagiosas, como a panleucopenia, a rinotraqueíte e a calicivirose, além da raiva. Todo gato precisa delas, inclusive aquele que nunca colocou a pata para fora do apartamento. No Brasil, o protocolo básico tem dois tipos: a vacina múltipla (V3, V4 ou V5) e a antirrábica.

Gatos têm algumas particularidades que os cães não têm: o teste de leucemia felina antes de certas vacinas, o cuidado com o local da aplicação e o estresse da ida à clínica. Neste guia você encontra o calendário completo, a diferença entre V3, V4 e V5, quando o reforço é anual e os sinais de reação que pedem veterinário.

As orientações seguem as diretrizes felinas da AAHA (American Animal Hospital Association) com a AAFP (American Association of Feline Practitioners), as da WSAVA (World Small Animal Veterinary Association) e o Centro de Saúde Felina da Universidade Cornell. O protocolo do seu gato, porém, é definido pelo médico-veterinário, depois do exame.

Quais são as vacinas essenciais para gato

As diretrizes dividem as vacinas em essenciais (para todos os gatos) e não essenciais (conforme o risco de cada um). Para a WSAVA, as essenciais em qualquer lugar do mundo protegem contra:

  • Panleucopenia felina (parvovírus felino): vírus muito contagioso que causa febre, vômito, diarreia, falta de apetite e, em alguns casos, morte súbita. Os filhotes são os mais vulneráveis.
  • Rinotraqueíte (herpesvírus felino tipo 1): infecção respiratória com febre, espirros, secreção nos olhos e no nariz, conjuntivite e apatia.
  • Calicivirose (calicivírus felino): sinais respiratórios, feridas na gengiva e na boca, que fazem o gato parar de comer, e às vezes manqueira.

Vale saber: segundo o grupo de vacinação da WSAVA para a América Latina, as vacinas contra herpesvírus e calicivírus não impedem a infecção nem que o gato vire portador, e protegem de forma menos robusta e duradoura que a da panleucopenia. Mesmo assim, continuam essenciais.

A essas três se soma a raiva, que a WSAVA considera essencial onde a doença é endêmica, mesmo quando não há exigência legal. É o caso do Brasil, um dos países latino-americanos com casos de raiva em gatos registrados entre 2005 e 2015, segundo o mesmo grupo da WSAVA. Já a leucemia felina (FeLV), segundo as diretrizes AAHA/AAFP de 2020, é essencial para filhotes e gatos com menos de um ano, porque eles são mais suscetíveis ao vírus nessa idade. Para adultos de baixo risco, passa a ser não essencial. A WSAVA também a recomenda para gatos adultos com acesso à rua ou que vivem com gatos que saem.

Calendário de vacinas para gato filhote

O filhote recebe anticorpos da mãe que o protegem nas primeiras semanas, mas que também neutralizam a vacina. Como não dá para saber em que semana esses anticorpos acabam, a vacina é repetida em série até passar da fase de risco. As diretrizes AAHA/AAFP recomendam começar não antes de 6 semanas, repetir a cada 3 a 4 semanas até 16 a 20 semanas e fazer um reforço aos 6 meses, em vez de esperar até 1 ano.

Idade aproximadaVacinaObservação
6 a 8 semanas1ª dose da V3, V4 ou V5Exame clínico e, se indicado, teste de FeLV e FIV
3 a 4 semanas depois2ª doseReforça a resposta enquanto caem os anticorpos maternos
3 a 4 semanas depois3ª dose (e 4ª, se preciso)A última dose deve cair entre 16 e 20 semanas
A partir de 8 semanasLeucemia felina (FeLV), se indicadaDuas doses com 3 a 4 semanas de intervalo, após teste negativo
Na idade mínima da bulaAntirrábicaPode coincidir com uma das doses da múltipla, em outro ponto do corpo
Por volta de 6 mesesReforço das essenciaisProtege os filhotes em que a série não “pegou” totalmente
12 meses após a última dose da sérieReforço da FeLVDepois, o intervalo depende do risco
AdultoReforços e antirrábicaAntirrábica anual no Brasil; múltipla conforme o risco

Um gatinho resgatado ou adotado já crescido entra no mesmo raciocínio: o veterinário avalia a idade provável e monta um esquema para ele. Se você está para receber um, vale ler também como adotar um gato e o guia do tutor de primeira viagem.

V3, V4 ou V5: qual a diferença

V3, V4 e V5 não são marcas, são nomes populares para a quantidade de doenças que cada vacina múltipla cobre. O grupo de vacinação da WSAVA para a América Latina descreve essa escada: em vários países da região, a vacina contra clamídia só vem somada às três essenciais, e a de FeLV só vem somada a essas quatro, com pouca ou nenhuma opção avulsa. Na dúvida, confira a etiqueta colada na carteirinha.

DoençaV3V4V5
PanleucopeniaSimSimSim
Rinotraqueíte (herpesvírus)SimSimSim
CaliciviroseSimSimSim
Clamidiose (Chlamydia felis)NãoSimSim
Leucemia felina (FeLV)NãoNãoSim

Clamidiose: causa conjuntivite e infecção respiratória e, segundo o grupo da WSAVA para a América Latina, costuma ser menos grave que as doenças das essenciais e tratável com antibiótico. As diretrizes AAHA/AAFP classificam essa vacina como não essencial, com proteção incompleta, e a indicam como parte do controle em casas com vários gatos onde a infecção foi confirmada.

Leucemia felina (FeLV): é um vírus que enfraquece a imunidade e pode causar anemia e câncer. O grupo de vacinação da WSAVA para a América Latina observou que a FeLV parece ser relativamente comum em partes da região, em comparação com os Estados Unidos e parte da Europa. No Brasil, a prevalência varia muito: é alta em áreas do Sudeste e do Sul e bem menor no Norte. Antes de vacinar, o gato precisa fazer o teste de FeLV, que a AAFP recomenda para todos os gatos antes da primeira dose: vacinar um gato que já tem o vírus não traz benefício comprovado.

E a FIV (a “aids felina”) e a PIF (peritonite infecciosa felina)? Não fazem parte do protocolo de rotina. A vacina de FIV foi vendida na América do Norte só entre 2002 e 2015, segundo as diretrizes AAHA/AAFP, e não está disponível na América Latina. A de PIF não é recomendada de forma geral e também não é vendida na região.

Gato de apartamento precisa de vacina?

Precisa, e essa é uma das dúvidas mais comuns de quem tem gato que vive dentro de casa. Os motivos:

  1. O vírus entra sem o gato sair. As diretrizes AAHA/AAFP lembram que patógenos chegam em casa nos sapatos, nas roupas e no corpo do tutor.
  2. Fugas acontecem. Janela sem tela, porta aberta, susto no caminho da clínica.
  3. Clínica, hotel e banho também são ambientes de contato com outros animais.
  4. Morcegos entram em apartamentos. O Centro de Saúde Felina da Universidade Cornell destaca que morcegos, com alta incidência de raiva, passam por pequenas frestas e acabam dentro de casa, onde o gato adora persegui-los. O Ministério da Saúde lembra que morcegos podem carregar o vírus por muito tempo sem mostrar sintomas e orienta nunca tocar em um.

O que muda para o gato de apartamento é o risco, e com ele as vacinas não essenciais e o intervalo dos reforços. As essenciais continuam valendo para todos.

Antirrábica para gato: quando e por que

A primeira dose da antirrábica entra no esquema do filhote, na idade mínima indicada na bula da vacina: as diretrizes AAHA/AAFP pedem que o veterinário siga a bula e as regras locais. Depois, no Brasil, ela é repetida todo ano. Segundo o Ministério da Saúde, a raiva tem letalidade de aproximadamente 100%, e a vacinação anual de cães e gatos previne a doença nos animais e, por consequência, nas pessoas.

Por que todo ano, se em outros países a dose vale por três anos? O grupo da WSAVA para a América Latina explica que as mesmas vacinas internacionais têm validade registrada de três anos na América do Norte e na Europa, mas de um ano na maioria dos países latino-americanos, onde a lei exige a revacinação anual.

  • Pode sair de graça. A antirrábica também é aplicada em campanhas de vacinação em massa organizadas pelo poder público. Informe-se na secretaria de saúde ou no centro de controle de zoonoses da sua cidade e leve o gato na caixa de transporte fechada, nunca no colo.
  • Guarde o comprovante. Ele costuma ser pedido em viagens e hospedagens para pets.
  • Em caso de mordida ou arranhão de qualquer animal, o Ministério orienta lavar o ferimento com bastante água e sabão o mais rápido possível e procurar logo atendimento médico. Se quem mordeu foi um cão ou gato, o animal deve, quando possível, ser observado por 10 dias; se ele adoecer, sumir ou morrer nesse período, avise o serviço de saúde.

Reforço do gato adulto: anual ou a cada três anos?

Aqui as diretrizes internacionais e a prática brasileira nem sempre coincidem, e vale entender o porquê.

  • Diretrizes AAHA/AAFP: depois do reforço dos 6 meses, as essenciais podem ser repetidas a cada três anos. A FeLV, em adultos, é anual para gatos de alto risco e a cada dois ou três anos para os de risco menor.
  • Grupo da WSAVA para a América Latina: para gatos de baixo risco (que vivem só dentro de casa e não frequentam hotelzinho), reforço das essenciais a cada três anos é considerado suficiente. Para gatos com acesso à rua ou que vão com frequência a hotelzinho, recomenda reforço anual contra herpesvírus e calicivírus.
  • No Brasil e na maior parte da América Latina: segundo o mesmo grupo, muitas vacinas essenciais têm validade registrada de um ano, e a antirrábica é anual por exigência legal.

Por isso, o mais comum é o gato visitar o veterinário todo ano. E isso é bom: a WSAVA incentiva os veterinários a falar em check-up anual, e não em “consulta de vacina”, porque a vacina é só uma parte de uma avaliação completa da saúde. Para um felino, que costuma disfarçar sinais de doença, essa revisão anual faz diferença em quanto tempo vive um gato.

Sarcoma de aplicação e o local certo da vacina

Em gatos existe um risco que não aparece da mesma forma em cães: o sarcoma de aplicação, um tumor que pode surgir no ponto onde foi aplicada uma injeção. Segundo as diretrizes AAHA/AAFP, a maioria desses tumores está ligada a vacinas, embora outros produtos injetáveis também já tenham sido implicados. O Centro de Saúde Felina da Cornell reforça que ele é incomum e que, para o gato comum, os benefícios de um bom programa de vacinação superam de longe os riscos. Ainda assim, dois cuidados ajudam:

Local da aplicação. As diretrizes AAHA/AAFP não recomendam vacinar na nuca (entre as escápulas) e indicam a parte de baixo das patas, com a cauda como alternativa. Assim, se um tumor aparecer, fica mais fácil removê-lo com a margem ampla que a cirurgia exige. As mesmas diretrizes pedem que a clínica registre o local e a via de cada aplicação, então vale pedir que isso fique anotado na carteirinha.

Regra do 3-2-1. Inflamação no local da aplicação, às vezes com um pequeno inchaço, está entre as reações mais comuns. Mas, segundo as diretrizes AAHA/AAFP, tutor e veterinário devem acompanhar o local, e o veterinário deve investigar (com biópsia) qualquer caroço que:

  • continue presente 3 meses depois da vacina;
  • tenha mais de 2 cm de diâmetro;
  • ainda esteja crescendo 1 mês depois da aplicação.

Passe a mão no local da vacina de tempos em tempos nas semanas seguintes. Se notar um desses sinais, marque consulta.

Reações à vacina: o que é normal e quando procurar o veterinário

Reações à vacina são consideradas raras em gatos. No maior levantamento citado pelas diretrizes AAHA/AAFP, com quase 500 mil gatos atendidos em hospitais veterinários dos Estados Unidos entre 2002 e 2005, houve alguma reação em até 30 dias em cerca de 0,5% dos vacinados. As mais comuns são apatia, falta de apetite e febre por alguns dias depois da vacina, ou inflamação no local da aplicação.

Sinais de emergência

A reação alérgica grave (anafilaxia) é rara, cerca de 1 a 5 a cada 10 mil vacinações, segundo as mesmas diretrizes, mas exige socorro rápido. Procure atendimento imediatamente se, minutos ou horas após a vacina, o gato tiver:

  • respiração difícil, de boca aberta, ou gengiva pálida ou arroxeada;
  • inchaço no rosto, nos olhos ou nos lábios;
  • coceira intensa no rosto ou no corpo todo;
  • vômitos ou diarreia;
  • fraqueza súbita, desmaio ou colapso.

Avise o veterinário também se a apatia ou a febre não melhorarem em poucos dias, ou se o gato ficar mais de um dia sem comer depois da vacina. A Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Illinois alerta que alguns dias seguidos sem comer já trazem risco de lipidose hepática, uma doença do fígado que pode ser fatal. Se aparecerem vômitos isolados, veja quando é sinal de alerta em gato vomitando.

Cuidados no dia da vacina

  • Treine a caixa de transporte dias antes: deixe-a aberta na sala, com manta e petisco dentro. A WSAVA incentiva os veterinários a se capacitarem para tornar a consulta menos estressante, citando programas como o Cat Friendly Certificate. Vale perguntar se a clínica segue essas práticas.
  • Conte como o gato está. As diretrizes AAHA/AAFP pedem todo esforço para que o gato esteja saudável na hora da vacina. Se ele estiver com espirros, diarreia ou sem comer, avise: o veterinário examina e decide se vacina no dia ou espera a recuperação.
  • Gatas prenhes não devem ser vacinadas durante a gestação, segundo as diretrizes AAHA/AAFP, salvo decisão do veterinário. Converse com ele antes.
  • Leve a carteirinha e anote o local de cada aplicação.
  • Vermífugo e controle de pulgas também entram no calendário do filhote: veja de quanto em quanto tempo no guia de vermífugo para cachorro e gato.
  • Em casa, deixe-o quieto no dia, com água e comida por perto e um cantinho para se esconder.

Proteção para todas as sete vidas

Vacinar o gato é um gesto pequeno que evita doenças graves e, no caso da raiva, protege também a família. Junto com check-up anual, boa alimentação, água fresca e controle de parasitas, ele é parte da base da saúde de cães e gatos. Se a casa também tem cachorro, o esquema dele é outro: veja as vacinas para cachorro.

Do gatinho que mal cabia na caixa de transporte ao adulto que já sabe a hora de se esconder no dia da clínica, cada fase merece ser lembrada. Se quiser, dá para eternizar a foto dele no mural de 1 milhão de pets e mostrar pro Brasil inteiro quem manda na sua casa.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário. Se o seu pet apresentar sinais de emergência, procure atendimento imediatamente.

Perguntas frequentes

Gato que não sai de casa precisa tomar vacina?

Precisa. Vírus como o da panleucopenia podem entrar em casa nos sapatos, nas roupas e no corpo do tutor, e o gato também se expõe em fugas e idas ao veterinário. Morcegos, que transmitem raiva, podem entrar em apartamentos. As diretrizes veterinárias recomendam as vacinas essenciais para todos os gatos.

Qual a diferença entre V3, V4 e V5?

A V3 protege contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose. A V4, em geral, acrescenta a clamidiose, e a V5 acrescenta também a leucemia felina (FeLV). Confira a composição na etiqueta da carteirinha. A escolha depende da idade, do estilo de vida e do resultado do teste de FeLV.

Com quantos dias o gatinho pode tomar a primeira vacina?

A partir de 6 a 8 semanas de vida (cerca de 42 a 56 dias), depois de um exame clínico. Antes disso, os anticorpos que o filhote recebeu da mãe tendem a impedir que a vacina funcione.

Gato adulto precisa de vacina todo ano?

Depende do risco. Para gatos de casa e de baixo risco, as diretrizes internacionais consideram suficiente repetir as essenciais a cada três anos, mas muitos produtos no Brasil são registrados para um ano e a antirrábica é anual por exigência legal. Gatos com acesso à rua costumam precisar de reforço anual. O veterinário define o intervalo.

Atrasei a vacina do meu gato. E agora?

Leve-o ao veterinário assim que possível. Segundo o Centro de Saúde Felina da Universidade Cornell, gatos adultos com vacinas atrasadas devem receber o reforço, seja qual for o tempo desde a última dose. Se não houver registro das vacinas, o gato é tratado como não vacinado e recebe a série completa.

Fontes consultadas

  1. 2020 AAHA/AAFP Feline Vaccination Guidelines (Journal of Feline Medicine and Surgery (via PubMed Central))
  2. 2024 Guidelines for the Vaccination of Dogs and Cats (Executive Summary) (WSAVA (World Small Animal Veterinary Association))
  3. Recommendations on vaccination for Latin American small animal practitioners: a report of the WSAVA Vaccination Guidelines Group (Journal of Small Animal Practice (via PubMed Central))
  4. Feline Vaccines: Benefits and Risks (Cornell Feline Health Center)
  5. Ask Elizabeth: Need for Rabies Vaccination for Indoor Cats (Cornell Feline Health Center)
  6. Raiva (Ministério da Saúde)
  7. Hepatic Lipidosis: A Serious Problem When Cats Stop Eating (Veterinary Medicine at Illinois (Universidade de Illinois))

Foto da capa: comedy_nose, via Flickr (Domínio público).

Leia também

Mais de Saúde →