Resposta rápida
Os animais de estimação mais comuns no Brasil além de cães e gatos são aves (como calopsita e periquito), peixes ornamentais (como o betta) e pequenos mamíferos (hamster, porquinho-da-índia, coelho e chinchila). O pet ideal é aquele cujas necessidades cabem na sua rotina: tempo diário, espaço, orçamento, horário de atividade e quantos anos ele vai viver. Espécies da lista de fauna doméstica do Ibama podem ser criadas livremente; animal silvestre só com origem legal, de criadouro ou loja autorizada, com nota fiscal e certificado de origem.
Em resumo
- Aves ornamentais são o segundo maior grupo de pets do Brasil, à frente dos gatos (Abinpet e Instituto Pet Brasil, 2024).
- Escolha pelo estilo de vida: um coelho vive de 8 a 12 anos, e uma calopsita, de 10 a 14, com registros de até 24.
- Calopsita, periquito-australiano, hamster, porquinho-da-índia, coelho e chinchila criada em cativeiro estão na lista de fauna doméstica do Ibama.
- Animal silvestre só de criadouro ou loja autorizada, com nota fiscal, certificado de origem e anilha ou microchip.
- Pets pequenos escondem doença: tenha um veterinário de pets não convencionais antes de precisar.
Os animais de estimação vão muito além de cães e gatos: no Brasil, aves, peixes ornamentais e pequenos mamíferos como hamster, porquinho-da-índia e coelho somam dezenas de milhões de animais nos lares do país. Escolher bem é menos uma questão de “qual bicho é mais fofo” e mais uma conta honesta entre o que o animal precisa e o que a sua rotina consegue oferecer, por muitos anos.
Este guia ajuda você a fazer essa conta. Você vai encontrar uma tabela comparativa com expectativa de vida, espaço e jeito de cada espécie, as perguntas que valem a pena responder antes de decidir, o que a lei brasileira permite ter em casa (e por que animal silvestre exige criadouro autorizado e documentação) e os erros que mais fazem esses pets sofrerem.
No fim, cada espécie tem um guia próprio, com ficha técnica e cuidados detalhados. A ideia é que você chegue lá já sabendo qual faz sentido para a sua família.
Quais são os animais de estimação mais comuns no Brasil além de cães e gatos?
Segundo levantamento da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) e do Instituto Pet Brasil, divulgado em julho de 2024, o país tem cerca de 160,9 milhões de pets, contra 155,7 milhões registrados em 2022. A divisão surpreende quem pensa só em cachorro e gato:
| Grupo | População estimada (levantamento de 2024) | Crescimento sobre 2022 |
|---|---|---|
| Cães | 62,2 milhões | +2,8% |
| Aves ornamentais | 42,8 milhões | +3,0% |
| Gatos | 30,8 milhões | +5,4% |
| Peixes ornamentais | 22,3 milhões | +2,29% |
| Répteis e pequenos mamíferos | 2,8 milhões | +7,6% |
Fonte: Abinpet e Instituto Pet Brasil, conforme reportagem da CartaCapital (julho de 2024).
Dois dados chamam atenção. As aves são o segundo maior grupo de pets do país, à frente dos gatos. E répteis e pequenos mamíferos foram o grupo que mais cresceu em termos proporcionais. A explicação apontada pelo Instituto Pet Brasil é a urbanização e as famílias menores, que aumentam o interesse por pets de menor porte.
Na prática, entre os pets não convencionais mais populares nas casas brasileiras estão:
- Aves: calopsita, periquito-australiano, canário-belga e diamante-mandarim.
- Peixes: betta, guppy (lebiste), platy, tetras e peixinho-dourado.
- Pequenos mamíferos: hamster, porquinho-da-índia, coelho, chinchila e camundongo.
- Répteis e quelônios: jabuti e tigre-d’água, que são casos especiais, como você vai ver na seção sobre a lei.
Como escolher o pet ideal: 8 perguntas para fazer antes
Antes de olhar fotos de filhotes, responda a estas perguntas com sinceridade. Elas eliminam boa parte das opções em poucos minutos e evitam o arrependimento que leva tanto animal pequeno ao abandono.
- Por quantos anos eu topo cuidar dele? Um hamster vive de 2 a 3 anos (PDSA); um coelho, de 8 a 12 anos (RSPCA); uma calopsita, de 10 a 14 anos em média, com registros de até 24 (VCA). Calcule a idade que você (ou seu filho) terá quando o pet for idoso.
- Quanto tempo livre eu tenho por dia? Coelho e calopsita pedem convivência diária e tempo fora do recinto ou da gaiola. Betta e hamster pedem menos interação, mas manutenção caprichada do ambiente.
- Que espaço eu tenho de verdade? Não o espaço da gaiola da vitrine: o espaço que a espécie precisa. Um par de coelhos, por exemplo, precisa de no mínimo 3 m x 2 m x 1 m, segundo a PDSA (People’s Dispensary for Sick Animals), instituição veterinária beneficente britânica.
- Em que horário eu estou em casa? Hamster e chinchila são noturnos; porquinho-da-índia passa boa parte do dia acordado; coelho é mais agitado ao amanhecer e no fim da tarde.
- Quero colo ou quero observar? A PDSA lembra que ratos e furões costumam gostar de ser manuseados, porquinhos e coelhos preferem carinho no chão, e hamsters, camundongos, gerbos e chinchilas preferem ficar na deles e aceitar um petisco da sua mão de vez em quando.
- Ele vive sozinho ou precisa de companhia da mesma espécie? Hamster sírio deve viver só; porquinho-da-índia e coelho são sociais e devem viver com pelo menos outro da mesma espécie. Isso muda o orçamento.
- Alguém em casa tem alergia ou sensibilidade a barulho? Coelho e porquinho comem feno o dia todo, então quem tem alergia respiratória deve conviver um pouco com o feno e com o animal antes de decidir. Aves assobiam e chamam, e isso faz parte da natureza delas.
- Quem cuida quando eu viajar? Pet pequeno não fica sozinho no fim de semana. Pense em quem pode ajudar e leia as dicas de como viajar com pet para planejar.
Se você está escolhendo o seu primeiro bicho, o guia do tutor de primeira viagem complementa esta lista com a rotina do primeiro mês.
Tabela comparativa: qual animal de estimação combina com a sua rotina
A tabela reúne referências de fontes veterinárias e de bem-estar animal (VCA, PDSA, RSPCA, Merck Veterinary Manual e Animal Diversity Web), as mesmas usadas nos guias de cada espécie. Espaço “mínimo” é ponto de partida, não meta: quanto maior, melhor.
| Pet | Expectativa de vida | Espaço de referência | Horário de atividade | Companhia |
|---|---|---|---|---|
| Calopsita | 10 a 14 anos em média, com registros de até 24 | gaiola de pelo menos 60 x 60 x 90 cm por ave, mais tempo diário fora dela | dia | muito social; precisa de convivência diária |
| Peixe betta | cerca de 2 anos em média, às vezes mais | aquário de 20 litros como ponto de partida (a RSPCA recomenda 40 ou mais para aquários em geral), com filtro e aquecedor | dia | machos nunca juntos |
| Hamster | 2 a 3 anos | piso de pelo menos 100 x 50 cm e forração de 25 cm | noite | sírio vive sozinho |
| Porquinho-da-índia | 5 a 8 anos | cerca de 106 x 61 cm para um, mais espaço por animal extra | boa parte do dia | em dupla ou grupo |
| Coelho | 8 a 12 anos, alguns mais | 3 x 2 x 1 m para uma dupla, no mínimo (PDSA e RSPCA) | amanhecer e fim de tarde | em dupla castrada |
Leitura rápida da tabela:
- Quer um pet de longo prazo e interativo? Calopsita ou coelho, desde que você tenha tempo todos os dias.
- Quer contato, mas em escala menor? Uma dupla de porquinhos-da-índia passa boa parte do dia acordada, conversa com chiados e aceita carinho no chão.
- Quer observar mais do que manusear? Betta ou hamster, com o ambiente montado do jeito certo.
- Chinchila é encantadora, mas noturna e longeva (o Merck Veterinary Manual registra média de 10 a 15 anos, com casos de 20). Não é pet de impulso.
Animal doméstico, exótico ou silvestre: o que a lei permite ter em casa
Esta é a parte que mais gera confusão, e a que mais pesa no bem-estar animal. Em resumo: existe uma lista oficial de espécies consideradas domésticas, que podem ser criadas livremente. Fora dela, a regra é origem legal comprovada.
A lista de fauna doméstica do Ibama
O Anexo 1 da Portaria Ibama nº 93/1998 lista a fauna considerada doméstica para fins de atuação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Entre os pets de companhia, estão:
- calopsita e suas mutações;
- periquito-australiano, canário-belga, diamante-de-gould, diamante-mandarim e manon;
- hamster (com importação proibida desde a portaria);
- porquinho-da-índia (cobaia);
- coelho e suas raças;
- chinchila, somente se reproduzida em cativeiro;
- camundongo, rato e ratazana.
Para essas espécies, não é preciso autorização do Ibama para ter em casa. Isso não dispensa a responsabilidade: a Lei 9.605/1998, no artigo 32, pune maus-tratos a animais “silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.
Animal silvestre só com origem legal: o passo a passo
Papagaio, arara, jabuti, tigre-d’água, iguana, sagui e tantos outros não estão na lista de domésticos. A Lei 9.605/1998, no artigo 29, considera crime vender, adquirir, guardar ou ter em cativeiro espécimes da fauna silvestre sem permissão, licença ou autorização, com pena de detenção de seis meses a um ano e multa.
Ter um animal silvestre como pet é possível, mas só pelo caminho legal. O folder do Ibama sobre criadouros legalizados resume o que conferir:
- Fornecedor autorizado. Compre apenas de criadouro ou loja com autorização do órgão ambiental. A consulta é feita no SisFauna, sistema do Ibama. No estado de São Paulo, o controle é feito pelo sistema estadual de gestão de fauna (Gefau), e a consulta é com a secretaria estadual de meio ambiente.
- Certificado de origem e nota fiscal. O criadouro ou a loja autorizada deve entregar o Certificado de Origem na venda, e o Ibama permite conferir a autenticidade dele on-line. Guarde também a nota fiscal da compra.
- Marcação conferida. A anilha ou o microchip do animal precisa bater com a documentação.
- Guarda responsável. Considere o tempo de vida (o Ibama lembra que algumas espécies passam dos 50 anos), os recursos para manter o animal e se todos em casa aceitam a convivência.
- Sem reprodução. Filhotes nascidos em casa não terão documentação de origem legal, e, segundo o Ibama, a legislação ambiental proíbe a reprodução e o uso do animal para fins diferentes da criação de estimação.
O que nunca fazer
- Comprar sem documento, em feira, beira de estrada ou rede social. Cada compra assim financia o tráfico, que retira animais da natureza.
- “Resgatar” comprando de traficante. A intenção é boa, mas o efeito é alimentar o comércio ilegal. Denuncie ao Ibama, pelo telefone 0800 61 8080, ou ao órgão ambiental do estado.
- Soltar o animal na natureza ou na rua. O Ibama alerta que a soltura fora da área de ocorrência natural causa invasão de ecossistemas, competição com espécies locais e risco de extinção de espécies nativas. Só profissionais autorizados podem soltar animais.
Qual pet escolher para cada perfil de casa
Não existe pet universal. Existem combinações que costumam dar certo.
Apartamento pequeno
Betta e hamster ocupam pouco espaço, mas não cabem em qualquer canto: o aquário do betta precisa de filtro e aquecedor, e o hamster precisa de um habitat com piso de pelo menos 100 x 50 cm. Uma calopsita também se adapta bem a apartamento, porque costuma ser uma ave tranquila, de assobios mais do que gritos, segundo os hospitais veterinários VCA, mas precisa de tempo fora da gaiola todos os dias. Antes de decidir, confira as regras do prédio no guia sobre pet em condomínio.
Casa com crianças
O pet é da família, e o cuidado é do adulto. Porquinhos-da-índia costumam funcionar bem porque passam boa parte do dia acordados e aceitam carinho no chão, com supervisão. Hamsters são noturnos, se assustam quando acordados e podem morder; a PDSA recomenda que crianças ofereçam petiscos e façam carinho no habitat, em vez de pegá-los no colo. Coelhos, como os porquinhos, são presas e preferem carinho no chão a ser levantados, então a interação ideal é sentado no chão, perto deles.
Quem trabalha fora o dia todo
Um hamster, que dorme de dia, ou um aquário bem montado com um betta combinam mais com essa rotina. Coelho, porquinho e calopsita sozinhos o dia inteiro sofrem: se a escolha for uma dessas espécies, pense em ter uma dupla e em reservar o começo da manhã e a noite para eles.
Quem quer interação e vínculo
Calopsitas criadas com contato humano costumam pedir colo e ombro, e a VCA as descreve como ótimas assobiadoras. Coelhos bem socializados podem circular pela casa com supervisão e, segundo a House Rabbit Society, podem aprender a usar caixa de areia, porque escolhem naturalmente cantos fixos para fazer as necessidades. Os dois pedem compromisso diário e duram muitos anos.
Quanto custa ter um pet não convencional
O animal costuma ser a parte mais barata. O que pesa é o ambiente certo, a alimentação de qualidade e o veterinário. Alguns exemplos com valores de referência publicados em 2026, em levantamentos de abrangência nacional (variam bastante por região, marca e loja):
| Pet | Custo de montagem | Gasto recorrente |
|---|---|---|
| Calopsita | ave de R$ 100 a R$ 800 e gaiola de R$ 150 a R$ 1.000, mais R$ 50 a R$ 300 em acessórios | alimentação de R$ 30 a R$ 100 por mês |
| Betta | aquário de 20 a 40 litros completo, de cerca de R$ 540 a R$ 1.460 | ração, condicionador de água, mídias do filtro e energia |
| Hamster, porquinho e coelho | habitat ou cercado do tamanho certo, que costuma custar bem mais do que a gaiola pequena de vitrine, mais esconderijos, bebedouro e comedouro | feno, ração própria da espécie e forração |
Fontes: Catraca Livre (calopsita, julho de 2026; aquário pequeno, janeiro de 2026). Para roedores e coelhos, o custo depende muito do tamanho do recinto: pesquise preços na sua cidade antes de decidir.
Some a isso uma consulta de check-up por ano, no mínimo, e uma reserva para emergência. Veterinário de pets não convencionais é uma área específica e nem toda cidade tem: pergunte o valor da consulta antes de precisar dela. Para comparar com o orçamento de um cachorro, veja quanto custa ter um cachorro em 2026.
Saúde: por que esses pets escondem doença e quando ir ao veterinário
Aves, coelhos e roedores são presas na natureza. Mostrar fraqueza atrai predadores, então eles disfarçam o mal-estar. O Merck Veterinary Manual descreve a capacidade das aves de “mascarar” sinais clínicos até fases avançadas da doença. Por isso, observar a rotina é o seu melhor exame.
Procure o veterinário com urgência se notar:
- Coelho ou porquinho-da-índia que parou de comer ou de fazer cocô. No coelho, a VCA alerta que a falta de apetite pode evoluir para um quadro com risco de vida em questão de horas (a estase gastrointestinal).
- Ave que dorme mais do que o normal, para de vocalizar de manhã, interage menos com a família ou tem mudança nas fezes, sinais citados pelo Merck Veterinary Manual.
- Hamster com pelo molhado em volta do rabo, pouca energia, pouco apetite e perda de peso, que podem indicar a chamada “cauda molhada”, doença bacteriana séria.
- Peixe apático, sem comer, respirando rápido ou devagar demais, com manchas, feridas ou nadando de forma estranha.
- Qualquer pet com dificuldade para respirar, sangramento, convulsão ou queda.
O conselho mais valioso: encontre o veterinário antes de precisar. Nem toda clínica atende aves e pequenos mamíferos. Procure profissionais que atendam pets não convencionais (silvestres e exóticos) na sua cidade e marque uma consulta logo na chegada do animal.
Erros mais comuns de quem escolhe um pet diferente
- Comprar por impulso, em data comemorativa. O coelho comprado de presente na Páscoa é o exemplo clássico: a data passa, e o animal continua precisando de cuidado por 8 a 12 anos.
- Gaiola de vitrine. A PDSA alerta que muitos recintos vendidos em pet shops não são nem de longe grandes o bastante. Hamster em gaiola minúscula e betta em pote são os exemplos mais tristes.
- Dieta de desenho animado. Coelho não vive de cenoura, e calopsita não vive só de sementes. Misturas de sementes são ricas em gordura e pobres em cálcio, vitamina A e outros nutrientes, segundo o Merck Veterinary Manual.
- Errar na companhia. Juntar hamsters sírios dá briga; deixar coelho ou porquinho sozinho dá tristeza e tédio. Juntar coelho com porquinho também não é indicado: a PDSA explica que eles se comunicam de forma diferente e têm dietas diferentes, e o Merck lembra que algumas doenças passam de uma espécie para a outra.
- Achar que bicho pequeno não vai ao veterinário. Vai, e precisa de profissional que conheça a espécie.
- Entregar o pet para a criança “cuidar sozinha”. A criança aprende junto; quem garante água, comida e limpeza é o adulto.
- Esquecer o calor brasileiro. Coelhos e porquinhos-da-índia sofrem com temperaturas altas: o Merck Veterinary Manual aponta risco de insolação no porquinho acima de cerca de 29 °C, e a PDSA pede abrigo na sombra para evitar insolação nos coelhos. As dicas de pet no calor foram escritas para cães e gatos, mas a lógica de sombra, ventilação e água fresca vale para todos.
Comprar ou adotar: onde encontrar o seu novo companheiro
Adoção não é só para cães e gatos. Coelhos, porquinhos-da-índia e até aves aparecem em ONGs e grupos de adoção, às vezes já castrados ou acostumados com gente. O passo a passo de como adotar um pet vale também aqui: conheça o animal antes, pergunte sobre saúde e temperamento e prepare a casa.
Se for comprar, prefira criadores que mostrem onde os animais vivem. Sinais de um bom lugar: ambiente limpo, sem superlotação, animais alertas, olhos e nariz limpos, sem feridas. Fuja de quem vende fêmeas misturadas com machos (a PDSA alerta que porquinhas podem engravidar com apenas três semanas de vida) e de quem não aceita conversar sobre cuidados.
Para espécies silvestres, a regra é inegociável: criadouro ou loja autorizada, nota fiscal, certificado de origem e marcação conferida.
Todo pet merece um lugar na história da família
Escolher o pet ideal é olhar para o animal inteiro: os anos que ele vai viver, o espaço de que precisa, o horário em que acorda e o tipo de carinho de que gosta. Quando essa conta fecha, a calopsita que assobia o seu nome, o hamster que enche as bochechas e o coelho que dá pulinhos na sala viram tão família quanto qualquer cachorro.
Comece pelo guia da espécie que mais combinou com você: calopsita, hamster, peixe betta, coelho de estimação ou porquinho-da-índia. E, para os dias de celebrar quem já faz parte da casa, há ideias de homenagem para pet que valem para qualquer espécie.
Todo pet merece ser lembrado, não só cães e gatos. Se o seu companheiro tem penas, escamas ou bigodes, ele também pode ganhar um quadradinho com foto e nome para o Brasil inteiro ver: eternize o seu pet no mural de 1 milhão de pets.
Perguntas frequentes
Qual é o animal de estimação mais fácil de cuidar além de cachorro e gato?
Nenhum pet é sem trabalho, mas o peixe betta e o hamster exigem menos tempo de interação diária. Ainda assim, o betta precisa de aquário com filtro e aquecedor, e o hamster de um habitat grande, com forração funda. Se você quer contato e carinho, porquinho-da-índia e calopsita costumam ser mais recompensadores.
Posso ter um animal silvestre em casa?
Só se ele vier de criadouro ou loja autorizada pelo Ibama ou pelo órgão ambiental do seu estado, com nota fiscal, certificado de origem e marcação (anilha ou microchip) que bata com os documentos. Comprar, guardar ou transportar animal silvestre sem autorização é crime previsto no artigo 29 da Lei 9.605/1998.
Calopsita, hamster e coelho precisam de autorização do Ibama?
Não. Calopsita, periquito-australiano, canário-belga, hamster, porquinho-da-índia, coelho e chinchila criada em cativeiro estão no Anexo 1 da Portaria Ibama 93/1998, a lista de fauna considerada doméstica. Mesmo assim, procure criadores responsáveis ou adoção.
Qual pet é melhor para criança?
O melhor pet para a família com criança é aquele que um adulto vai cuidar de verdade. Porquinhos-da-índia passam boa parte do dia acordados e gostam de carinho no chão; hamsters são noturnos, se assustam quando acordados e podem morder, por isso a PDSA recomenda que a criança ofereça petiscos e faça carinho no habitat em vez de pegá-los no colo. Em qualquer caso, a criança participa, mas a responsabilidade é do adulto.
Pet pequeno precisa ir ao veterinário?
Sim. Aves, coelhos e roedores tendem a esconder sinais de doença até o problema estar avançado. Uma consulta logo após a chegada e check-ups regulares com um veterinário que atenda pets não convencionais evitam muitos sustos.
Fontes consultadas
- Portaria Ibama nº 93/1998, Anexo 1: listagem de fauna considerada doméstica (Ibama)
- Criadouros legalizados: não compre animais silvestres sem comprovação de origem legal (Ibama)
- Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais) (Câmara dos Deputados)
- Brasil supera 160 milhões de pets: crescimento é liderado por pequenos animais e gatos (CartaCapital)
- Choosing the right small pet (PDSA)
- Hamsters as pets (PDSA)
- Guinea pigs as pets (PDSA)
- Creating the ideal home for your rabbits (PDSA)
- Pet rabbits: care, behaviour and welfare (RSPCA)
- Fish environment (RSPCA)
- Cockatiels: General Information (VCA Animal Hospitals)
- Gastrointestinal Stasis in Rabbits (VCA Animal Hospitals)
- Management of Pet Birds (Merck Veterinary Manual)
- Description and Physical Characteristics of Chinchillas (Merck Veterinary Manual)
- Description and Physical Characteristics of Guinea Pigs (Merck Veterinary Manual)
- Providing a Home for a Guinea Pig (Merck Veterinary Manual)
- Unique Needs of Guinea Pigs (Merck Veterinary Manual)
- Disorders and Diseases of Hamsters (Merck Veterinary Manual)
- Routine Health Care of Fish (Merck Veterinary Manual)
- Betta splendens (Animal Diversity Web (Universidade de Michigan))
- Rabbit Litter Training FAQ (House Rabbit Society)
- O que acontece quando você cria uma calopsita em casa (Catraca Livre)
- Quanto custa de verdade montar um aquário pequeno bem feito? (Catraca Livre)
Foto da capa: andymiccone, via Flickr (CC0 (domínio público)).