Cuidados e rotina

Viajar com cachorro de avião ou de carro (e com gato): regras e checklist

Viajar com cachorro de avião ou de carro: regras da ANAC e das companhias, documentos, CVI do MAPA para o exterior, o que diz o CTB e checklist completo.

Publicado em Atualizado em 14 min de leitura

Cachorro preto com a língua de fora no banco do carro, contra a luz do sol

Resposta rápida

Para viajar com cachorro de avião no Brasil, leve atestado de saúde assinado por veterinário e comprovante de vacina antirrábica válido, e siga as regras da companhia aérea, que define peso, caixa de transporte e preço (Portaria ANAC 17.476/2025). Na GOL, por exemplo, a cabine aceita cães e gatos a partir de 6 meses e de até 12 kg com a caixa. Para o exterior, o MAPA emite o CVI. De carro, o pet vai na caixa presa ou com cinto peitoral no banco de trás.

Em resumo

  • Em voos dentro do Brasil, o básico é atestado de saúde do veterinário e vacina antirrábica em dia; cada companhia define peso, caixa e preço.
  • Na cabine, o pet viaja sob sua responsabilidade, dentro da caixa, embaixo do assento da frente; no porão, a responsabilidade é da companhia.
  • Pets de focinho curto respiram com mais dificuldade e enfrentam mais restrições no porão; na GOL, o atestado precisa dizer se o animal é braquicefálico.
  • Para o exterior, o MAPA emite o CVI; na maioria dos destinos, o pedido é feito de 9 a 3 dias antes do embarque.
  • No carro, pet no colo do motorista ou do lado de fora do veículo é infração do Código de Trânsito; use caixa presa ou cinto peitoral no banco de trás.

Viajar com cachorro de avião, ou levar o gato numa viagem de carro, é perfeitamente possível no Brasil, desde que você resolva três coisas antes de sair de casa: os documentos (atestado de saúde e vacina antirrábica em dia), as regras de quem vai transportar o pet (companhia aérea ou Código de Trânsito) e o preparo do próprio animal, que precisa estar acostumado à caixa de transporte.

Parece muita coisa, mas cabe numa lista. Neste guia você encontra o que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) exige das companhias, como funcionam cabine e porão (com o exemplo detalhado da GOL), o passo a passo do Certificado Veterinário Internacional (CVI) do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz sobre pet no carro, os sinais de alerta que pedem veterinário e um checklist final.

Um aviso honesto: essas regras mudam com frequência. As informações abaixo foram conferidas nas páginas oficiais em outubro de 2026. Antes de comprar a passagem, confirme tudo com a companhia e, se for ao exterior, com o MAPA.

O que é preciso para viajar com cachorro de avião no Brasil?

Para viagens dentro do país, o MAPA indica dois documentos: um atestado de saúde assinado por médico-veterinário e o comprovante de vacina antirrábica válido. Segundo o MAPA, a antirrábica é aplicada a partir dos 90 dias de vida e, desde então, passa a ser exigida também nas viagens nacionais. As companhias podem ser mais rígidas: na GOL, o pet precisa ter no mínimo 6 meses, a primeira dose da antirrábica tem de ter sido aplicada pelo menos 30 dias antes da viagem e o atestado vale por até 10 dias corridos. Se o seu pet ainda não tem a carteira em dia, veja o calendário de vacinas para cachorro e o de vacinas para gato.

Desde 20 de outubro de 2025 vale a Portaria nº 17.476/SAS da ANAC, que organiza as condições gerais do transporte de animais em voos de passageiros, domésticos e internacionais. Os pontos que mais importam para o tutor:

  • É um serviço facultativo. A companhia escolhe se oferece o transporte de animais e quanto cobra por ele.
  • Transparência desde a venda. Quem oferece o serviço precisa informar peso e dimensões aceitos, espécies e raças admitidas, quantidade de animais por passageiro e por voo, valores, regras da caixa de transporte e documentos exigidos.
  • Responsabilidade muda com o lugar. Na cabine, o animal fica sob guarda do passageiro; despachado no porão, a responsabilidade é da companhia.
  • Pode haver negativa por segurança. A empresa pode limitar ou negar o embarque por motivos como tipo de aeronave, falta de espaço ou capacidade da tripulação em emergências. Se negar, deve dar assistência ao passageiro e ao animal.
  • Dano tem indenização. Se o animal sofrer dano durante o transporte, a companhia deve indenizar o passageiro nos termos da Resolução ANAC nº 400/2016.

A portaria também define o animal de suporte emocional (um pet que dá conforto a uma pessoa, sem treinamento de cão-guia) e deixa claro que ele não se equipara ao cão-guia, cujo direito de acompanhar a pessoa com deficiência visual é garantido pela Lei nº 11.126/2005.

Cabine ou porão: como funciona cada opção?

Na cabine, o pet viaja com você, dentro da caixa de transporte, embaixo do assento da frente, e não pode sair dela do embarque ao desembarque. É a opção para cães e gatos pequenos. No porão, o animal vai despachado num compartimento pressurizado, no mesmo voo do tutor, e é a alternativa para quem passa do limite da cabine, quando a companhia oferece o serviço.

Exemplo: as regras da GOL

Para você ter uma ideia concreta, estas são as condições publicadas pela GOL no guia de 2026, no documento de regras e na página do serviço (consultados em outubro de 2026):

ItemCabine (Dog&Cat Cabine)Porão (Dog&Cat + Espaço)
EspéciesCães e gatosCães e gatos
Peso máximo12 kg, somando pet e caixa30 kg, somando pet e caixa
Idade mínima6 meses6 meses
Onde ficaEmbaixo do assento da frente, só em poltrona de janelaPorão pressurizado, no mesmo voo do tutor
CaixaRígida até 22 x 32 x 43 cm ou flexível até 24 x 32 x 43 cm (altura, largura e profundidade)Medidas conforme a tabela da companhia
Quantidade1 pet por passageiro adulto (16 anos ou mais)Consulte a companhia
RestriçõesNão vale para quem viaja com criança ou bebê, para passageiros em cadeira de rodas, nem em voos de ou para os Estados UnidosNão leva animais com predisposição a problemas cardíacos ou respiratórios; o atestado precisa informar se o pet é braquicefálico; não opera em voos de ou para Miami, Orlando, Punta Cana e Bogotá

Outros detalhes da GOL que ajudam no planejamento: o check-in com pet é feito só no balcão, com duas horas de antecedência em voos domésticos, e a caixa conta como um dos dois volumes de mão. No porão, a temperatura fica em torno de 15 °C em voo de cruzeiro, mas o embarque e o desembarque acontecem no calor do pátio; por isso a própria empresa sugere voos noturnos para animais sensíveis ao calor.

Outras companhias que voam no Brasil, como LATAM e Azul, têm políticas próprias para animais, com limites de peso, medidas de caixa e preços diferentes, que mudam com alguma frequência. Consulte a página de animais de cada companhia antes de comprar e guarde um print das regras do dia da compra.

Raças de focinho curto podem viajar de avião?

Podem, mas com mais restrições e mais cuidado. Cães e gatos braquicefálicos (de focinho achatado, como bulldog francês, pug, shih tzu e persa) têm vias respiratórias mais estreitas, ofegam com menos eficiência e, segundo a VCA Animal Hospitals, podem ter insolação mesmo com calor e umidade só moderados. A GOL, por exemplo, não transporta no porão animais com predisposição a problemas cardíacos e respiratórios, exige que o atestado do serviço de porão informe se o pet tem características de raça braquicefálica e explica o motivo: o ar pressurizado é mais rarefeito que o de solo, e o espaço restrito da caixa pode gerar ansiedade e desconforto respiratório. A empresa recomenda uma consulta para atestar que o pet não tem problemas cardíacos ou respiratórios, mesmo quando a raça não tem essa fama.

Se o seu pet é braquicefálico, prefira a cabine (quando o peso permite), voos curtos e horários frescos. E conheça os sinais de alerta no artigo sobre cachorro com calor (e gato também), porque calor e estresse somados pesam ainda mais para esses animais.

Viagem internacional: como tirar o CVI no MAPA

Para sair do Brasil com cão ou gato, você precisa do Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido pelo MAPA, que atesta a condição sanitária do animal para entrar no país de destino. Para vários países, o pedido é feito on-line pelo gov.br (o e-CVI); outros, como China, Singapura, Coreia do Sul, Hong Kong e Índia, ainda exigem atendimento presencial no Vigiagro, a vigilância agropecuária dos aeroportos, e o MAPA sugere procurar a unidade com pelo menos 60 dias de antecedência, porque o atendimento depende de agendamento.

O caminho, em cinco passos:

  1. Descubra as exigências do destino. O MAPA só emite o CVI com base nos requisitos informados oficialmente pelo país de destino ou por sua embaixada. Na página do MAPA para sair do Brasil há manuais do cidadão por país de destino.
  2. Coloque vacinas, microchip e exames em dia. Nos destinos do Mercosul, por exemplo, depois da primeira dose da antirrábica (ou de uma dose atrasada) é preciso aguardar 21 dias para pedir o CVI.
  3. Leve o pet ao veterinário. Ele faz o exame clínico, preenche o atestado de saúde do modelo exigido e aplica o tratamento antiparasitário, quando o destino pede.
  4. Faça a solicitação no prazo. Para a maioria dos destinos do e-CVI, o pedido vai de 9 a 3 dias antes do embarque. Para o México, de 14 a 3 dias. Para os Estados Unidos, de 5 a 2 dias (cães) e de 10 a 3 dias (gatos). Os documentos são enviados em PDF com assinatura eletrônica (o manual do Mercosul exige o padrão ICP-Brasil).
  5. Imprima o certificado. No e-CVI para o Mercosul, a análise leva até 72 horas se tudo estiver correto. O certificado tem QR code de autenticidade e deve ir impresso na viagem.

Exemplo: Argentina, Paraguai e Uruguai

O manual do MAPA para o Mercosul (edição 2026) mostra como os prazos são apertados:

ExigênciaRegra
Atestado de saúdeEmitido em até 10 dias antes da emissão do CVI (o MAPA aconselha até 5 dias antes do pedido)
Antiparasitário interno e externoAplicado em até 15 dias antes da emissão do CVI
Validade do e-CVI60 dias para entrar no país; vale também para voltar ao Brasil em 60 dias, com a antirrábica em dia
Cães para o UruguaiMicrochip padrão ISO 11784 e teste negativo de leishmaniose feito em até 60 dias antes da entrada
Filhotes com menos de 90 diasCVI sem antirrábica vale só até o animal completar 90 dias

Como preparar o cachorro ou o gato para o voo

O documento abre a porta do avião, mas quem faz a viagem ser tranquila é o preparo. O que recomendam o guia da GOL e o Manual Veterinário MSD (MSD Veterinary Manual):

  • Faça da caixa um lugar seguro. Semanas antes, deixe a caixa aberta em casa, com a cama, petiscos e brinquedos dentro, e sirva algumas refeições lá. Depois feche a porta por poucos minutos e aumente o tempo aos poucos. Gatos, que adoram esconderijos, costumam aceitar melhor quando a caixa vira parte da casa.
  • Faça um check-up. O MSD recomenda uma consulta completa antes de voar, para confirmar que o pet está apto.
  • Escolha bem o voo. Prefira voos diretos e, no calor, horários de manhã cedo ou à noite, principalmente se o pet for no porão.
  • Cuide da comida e da água. As orientações variam: o MSD sugere uma refeição leve pelo menos 6 horas antes da partida, e o guia da GOL fala em oferecer a comida de costume entre 2 e 3 horas antes do embarque. Ofereça água com frequência e combine os horários com o veterinário, principalmente no caso de filhotes.
  • Nada de calmante por conta própria. Tanto o MSD quanto a GOL desaconselham sedar o animal sem prescrição, pelo risco de reações durante o voo.
  • Gaste energia antes. Um passeio longo antes do aeroporto ajuda o cachorro a dormir durante o trajeto.
  • Monte o “kit caixa”. Tapete higiênico no fundo, uma peça de roupa com o seu cheiro e um brinquedo. A GOL sugere oferecer petisco na decolagem e no pouso, para aliviar a pressão no ouvido.
  • Identifique tudo. Plaquinha com telefone na coleira, nome e contato na caixa e, de preferência, microchip.

Viajar de carro com cachorro ou gato: o que diz o Código de Trânsito

O Código de Trânsito Brasileiro tem dois artigos que pegam o tutor desavisado:

SituaçãoArtigo do CTBClassificaçãoMulta e pontos
Dirigir com o animal à sua esquerda ou entre os braços e pernas (o famoso pet no colo)Art. 252, IIInfração médiaR$ 130,16 e 4 pontos
Levar o animal nas partes externas do veículoArt. 235Infração graveR$ 195,23 e 5 pontos, com retenção do veículo

Além da multa, existe o risco real: numa freada, um pet solto vira projétil e pode se machucar ou ferir quem está no carro. O jeito seguro de levar cada um:

  • Gatos e cães pequenos: sempre na caixa de transporte, presa com o cinto de segurança no banco de trás ou apoiada no assoalho atrás do banco da frente.
  • Cães médios e grandes: no banco de trás, com cinto peitoral ligado ao cinto de segurança por um adaptador. Nunca no porta-malas fechado de um sedã, que não tem ventilação.
  • Cabeça para dentro: o MSD lembra que poeira e detritos podem ferir os olhos, e o cachorro pode tentar pular pela janela.
  • Paradas a cada 2 horas: para água, xixi e esticar as pernas, sempre com guia, porque um susto no posto de estrada basta para uma fuga.
  • Enjoo: se o pet vomita no carro, converse com o veterinário antes da viagem; ele pode orientar sobre alimentação e, se for o caso, prescrever algo adequado.
  • Nunca deixe o pet no carro estacionado, nem “só cinco minutos”. A temperatura interna sobe muito rápido, e a VCA Animal Hospitals aponta o carro sem ventilação como a causa mais comum de insolação em cães.

Sinais de alerta: quando procurar o veterinário na viagem

Mudança de rotina, calor e estresse somados podem virar emergência. Procure atendimento veterinário imediatamente, durante ou logo depois do trajeto, se notar:

  • Respiração muito difícil ou colapso. O MSD cita esses quadros entre as reações possíveis a sedativos no voo, e pets de focinho curto, que já respiram com mais esforço, merecem atenção redobrada.
  • Sinais de insolação no cachorro: respiração muito acelerada, gengiva seca ou pegajosa, de cor alterada ou com manchas roxas, apatia, desorientação ou convulsão. A VCA Animal Hospitals trata a hipertermia como emergência médica.
  • Gato ofegante ou respirando de boca aberta. Segundo a Cummings School of Veterinary Medicine, da Universidade Tufts, isso é sempre anormal em gatos; se vier com prostração, dificuldade para andar ou intolerância a esforço, ele precisa ser visto por um veterinário na hora.
  • Vômito ou diarreia que se repetem, recusa de água ou apatia que não passa depois da chegada.

Antes de sair, anote o contato de um atendimento veterinário 24 horas no destino e no caminho. Se o pet é idoso, tem doença crônica ou é braquicefálico, converse com o veterinário sobre os riscos antes de decidir entre avião, carro ou ficar em casa com alguém de confiança.

Ônibus, hotel e destino: o que conferir antes

  • Ônibus: cada empresa tem regras próprias para animais (porte, caixa e trechos aceitos). Consulte antes de comprar a passagem.
  • Hospedagem: “pet friendly” varia muito. Confirme por escrito o porte aceito, o número de animais, as taxas e se o pet pode ficar sozinho no quarto.
  • Destino: algumas cidades e ilhas restringem a entrada de animais. Segundo a GOL, o transporte de cães e gatos para Fernando de Noronha é proibido pelo Decreto Distrital nº 007/2022; exceções dependem de autorização prévia da Autarquia Territorial Distrito Estadual de Fernando de Noronha (ATDEFEN).
  • Praias e parques: muitas prefeituras têm regras próprias para cães nesses espaços. Vale checar antes de levar a toalha.

Checklist para viajar com cachorro ou gato

Semanas antes

  • Conferir as regras da companhia aérea ou de ônibus e guardar um print.
  • Atualizar vacinas (antirrábica incluída) e vermífugo; se tiver dúvida sobre o intervalo, veja de quanto em quanto tempo vermifugar cachorro e gato.
  • Acostumar o pet à caixa de transporte ou ao cinto peitoral.
  • Para o exterior: ler o manual do MAPA para o país de destino e agendar exames.

Na semana da viagem

  • Consulta veterinária e atestado de saúde dentro do prazo exigido.
  • Pedido do e-CVI no prazo certo, se for viagem internacional.
  • Reservar hospedagem que aceite o pet e confirmar por escrito.

Na mala do pet

  • Carteira de vacinação, atestado e CVI impressos.
  • Ração de costume para todos os dias, mais uma reserva.
  • Água, pote dobrável, guia, coleira com plaquinha e sacolinhas.
  • Tapete higiênico, toalha e uma peça com o seu cheiro.
  • Brinquedo favorito e petiscos.
  • Remédios de uso contínuo, se houver, e o contato do veterinário.

No dia

  • Passeio longo e xixi antes de sair.
  • Refeição leve no horário combinado com o veterinário.
  • Chegar cedo ao aeroporto ou planejar as paradas na estrada.

Boa viagem, e guarde as melhores fotos

Com documentos em ordem, caixa conhecida e paradas planejadas, a viagem deixa de ser tensão e vira história para contar. Se for a primeira vez com um pet em casa, o guia de como cuidar de cachorro filhote (e de gato) no primeiro mês ajuda a organizar a rotina antes de pegar a estrada.

E quando a primeira viagem juntos render aquela foto do focinho encostado no vidro ou da chegada na praia, que tal eternizar esse momento no mural de 1 milhão de pets? Cada quadradinho custa R$ 1, o pagamento é por PIX em minutos e você coloca a foto, o nome e um link (opcional) do seu companheiro de estrada para o Brasil inteiro ver.

Perguntas frequentes

Cachorro grande pode viajar na cabine do avião?

Em geral, não. A cabine aceita pets pequenos, dentro de uma caixa de transporte que caiba embaixo do assento da frente. Na GOL, o limite é de 12 kg somando animal e caixa. Cães maiores costumam viajar no porão, quando a companhia oferece o serviço e o animal atende aos critérios dela.

Quais documentos preciso para viajar com cachorro ou gato dentro do Brasil?

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) indica dois: atestado de saúde assinado por médico-veterinário e comprovante de vacina antirrábica válido. A companhia aérea ou de ônibus pode pedir formulários próprios e define o prazo de validade do atestado (na GOL, até 10 dias corridos), então confira antes de viajar.

Filhote pode viajar de avião?

Depende da idade e da companhia. Segundo o MAPA, a vacina antirrábica é aplicada a partir dos 90 dias de vida e, desde então, é exigida também nas viagens dentro do Brasil. Algumas companhias são mais rígidas: na GOL, o pet precisa ter pelo menos 6 meses, e a primeira dose da antirrábica deve ter sido aplicada no mínimo 30 dias antes da viagem.

Posso dar calmante para o cachorro viajar de avião?

Não por conta própria. O Manual Veterinário MSD lembra que muitos veterinários não recomendam sedar o pet antes do voo, pelo risco de reações como colapso ou dificuldade para respirar. Se o seu animal fica muito estressado, converse com o veterinário com antecedência.

Com quanto tempo de antecedência pedir o CVI para viajar ao exterior?

Para a maioria dos destinos do e-CVI, o MAPA pede a solicitação entre 9 e 3 dias antes do embarque (México: entre 14 e 3 dias). No e-CVI para o Mercosul, a emissão leva até 72 horas com a documentação correta. Vacinas e exames exigidos pelo país de destino podem levar bem mais tempo, e nos países com atendimento presencial o MAPA sugere procurar o Vigiagro com pelo menos 60 dias de antecedência. Comece a planejar assim que decidir a viagem.

Pode levar o cachorro solto no carro?

Não é seguro. Se o pet estiver no colo do motorista ou entre os braços e pernas dele, é infração média do Código de Trânsito (art. 252, II); levar o animal nas partes externas do veículo é infração grave (art. 235). O ideal é caixa de transporte presa ao cinto ou cinto peitoral no banco de trás.

Fontes consultadas

  1. Portaria nº 17.476/SAS, de 18 de julho de 2025: condições gerais para o transporte de animais (ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil))
  2. Sair do Brasil com animais de estimação (CVI e e-CVI) (Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA))
  3. Manual do Cidadão para emissão do e-CVI: Argentina, Paraguai e Uruguai (2026) (Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA))
  4. Viajando com seu pet na GOL (Dog&Cat Cabine e Dog&Cat + Espaço) (GOL Linhas Aéreas)
  5. Regras e documentação para viajar com animais de estimação (GOL Linhas Aéreas)
  6. Dog&Cat Cabine: terms and conditions (GOL Linhas Aéreas)
  7. Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997), arts. 235, 252, 258 e 259 (Planalto (Presidência da República))
  8. Traveling by Car With Pets (MSD Veterinary Manual)
  9. Traveling by Plane With Pets (MSD Veterinary Manual)
  10. Heat Stroke in Dogs (VCA Animal Hospitals)
  11. Keeping Pets Cool in the Summer (Cummings School of Veterinary Medicine, Universidade Tufts)

Foto da capa: rawpixel, via rawpixel (CC0 (domínio público)).

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