Saúde e bem-estar

Cinomose em cachorro: sintomas, fases, tratamento, sequelas e vacina

Cinomose em cachorro: veja os sintomas de cada fase, como o vírus se espalha, como é o tratamento, as sequelas mais comuns e o calendário da vacina.

Publicado em 12 min de leitura

Filhote de buldogue francês branco com manchas pretas olhando para a câmera

Resposta rápida

Cinomose é uma doença viral grave e muito contagiosa dos cães, causada pelo vírus da cinomose canina, que ataca os sistemas respiratório, digestivo e nervoso. Começa com febre, secreção nos olhos e no nariz, tosse, vômito e diarreia e pode evoluir para tremores, convulsões e paralisia. Não existe remédio que mate o vírus: o tratamento é de suporte, e cerca de metade dos cães doentes morre, segundo a AVMA. A vacina essencial é a prevenção.

Em resumo

  • A cinomose é causada por um vírus que se espalha pelo ar, por gotículas de tosse, espirro e latido, e por potes e objetos compartilhados.
  • Filhotes com menos de 4 meses e cães não vacinados são os que correm mais risco.
  • Os sinais começam parecidos com uma gripe e podem chegar ao sistema nervoso, com tremores, convulsões e paralisia.
  • Não há antiviral aprovado: o tratamento é de suporte, e muitos sobreviventes ficam com sequelas neurológicas.
  • A vacina contra cinomose faz parte das vacinas essenciais e deve ser aplicada em série no filhote, até 16 semanas ou mais.

Cinomose é uma doença viral grave e muito contagiosa que ataca o sistema respiratório, o intestino e o sistema nervoso do cachorro. Não existe remédio que elimine o vírus, e cerca de metade dos cães que adoecem morre, segundo a AVMA (American Veterinary Medical Association). A boa notícia é que ela pode ser prevenida com uma vacina essencial, aplicada em série no filhote.

Quem já viu um cachorro com cinomose não esquece: começa como uma “gripe”, com olhos remelando e nariz escorrendo, e dias depois aparecem os tremores que não param nem durante o sono. No Brasil a doença ainda é comum, principalmente entre filhotes e cães sem vacina, e muita gente só descobre o nome dela quando o próprio cachorro adoece.

Neste guia você vai entender como o vírus se espalha, quais sinais aparecem em cada fase, quando é emergência, como o veterinário confirma e trata, quais sequelas podem ficar e, principalmente, como proteger o seu cachorro e os outros cães da casa.

O que é a cinomose?

A cinomose é causada pelo vírus da cinomose canina (em inglês, canine distemper virus, CDV), parente do vírus do sarampo humano. Segundo o folheto para tutores da AVMA (2022), o vírus ataca primeiro as células de defesa do organismo, o que derruba a imunidade e deixa o cão mais exposto a outras infecções, como pneumonia por bactérias. Depois, ele se espalha para os sistemas respiratório, digestivo e nervoso.

Em inglês a doença também é chamada de hardpad disease (“doença do coxim duro”), porque o vírus pode engrossar e endurecer a pele das almofadinhas das patas e do focinho.

O Manual Veterinário Merck descreve a cinomose como uma doença presente no mundo todo, que afeta cães, furões e várias espécies silvestres. A AVMA cita raposas, lobos, guaxinins e gambás entre os animais que podem se infectar e lembra que gatos até podem ser infectados, mas dificilmente ficam doentes.

A cinomose ainda é comum no Brasil?

Sim. Um relatório do grupo de vacinação da WSAVA (World Small Animal Veterinary Association) para a América Latina, publicado em 2020 no Journal of Small Animal Practice (Day e colaboradores), afirma que cinomose e parvovirose ainda são um problema em muitos países da região porque a cobertura vacinal é baixa e há muitos cães soltos que nunca foram vacinados. No mesmo relatório, 91,7% dos veterinários brasileiros que responderam a uma pesquisa disseram reconhecer a cinomose na rotina, e um estudo citado encontrou anticorpos contra o vírus em 27,3% de 817 cães não vacinados no Sul do país.

Como o cachorro pega cinomose?

A principal via é o ar. Segundo a AVMA, filhotes e cães adultos se infectam ao inalar o vírus eliminado por um cão ou animal silvestre doente, em gotículas de espirro, tosse ou latido. O vírus também passa por potes de água e comida e outros objetos compartilhados.

Pontos que todo tutor precisa saber:

  • O cão infectado elimina o vírus em vários líquidos do corpo: secreções respiratórias, saliva e urina.
  • A eliminação pode durar meses. O Merck alerta que alguns cães continuam eliminando o vírus na saliva e nas fezes por meses, mesmo depois de parecerem recuperados.
  • A mãe infectada pode passar o vírus aos filhotes ainda no útero, segundo a AVMA.
  • O vírus é frágil fora do corpo. A versão profissional do Merck o descreve como relativamente instável no ambiente e sensível à maioria dos desinfetantes. Isso ajuda na limpeza da casa, mas não protege um cão que convive com outro doente, porque o contágio é por proximidade.

Quais cães correm mais risco?

Todos os cães podem pegar cinomose. A AVMA aponta como grupos de maior risco:

  • Filhotes com menos de 4 meses, que ainda não completaram a série de vacinas.
  • Cães que nunca foram vacinados ou estão com a vacina atrasada.

Na prática brasileira, entram ainda cães resgatados da rua, filhotes comprados sem procedência, cães que frequentam lugares com muitos animais (feiras, abrigos, creches sem exigência de vacina) e casas que recebem um cão novo sem quarentena.

Quais são os sintomas da cinomose?

Os sinais variam muito de um cão para outro. Alguns têm quadro leve e outros evoluem rápido para a forma neurológica. O Merck descreve um padrão comum: uma primeira febre 3 a 6 dias depois da infecção, uma melhora curta e uma segunda febre com secreção nos olhos e no nariz, cansaço e falta de apetite. Depois vêm os sinais digestivos, respiratórios e, em muitos casos, neurológicos.

Fase respiratória e digestiva

SistemaSinais mais comuns
GeralFebre, apatia, falta de apetite
Olhos e narizSecreção (remela) nos olhos e corrimento no nariz, que pode ficar amarelado ou esverdeado
RespiratórioTosse, respiração difícil, pneumonia
DigestivoVômito e diarreia, que levam à desidratação
PeleEndurecimento das almofadinhas das patas e do focinho
DentesDefeitos permanentes no esmalte em cães que se infectam antes da troca dos dentes

Esse começo se parece com muitas outras doenças, de gripe canina a verminose, e por isso muitos tutores demoram a desconfiar. Um filhote sem todas as vacinas com remela, febre e apatia deve ir ao veterinário, sem esperar para ver se melhora.

Fase neurológica

É a fase mais temida. Segundo o Merck e a AVMA, os sinais neurológicos podem aparecer junto com os outros, depois deles ou sozinhos, e incluem:

  • Mioclonia, os tremores ou “tiques” rítmicos de um grupo de músculos (cabeça, mandíbula, uma pata), que muitas vezes continuam até durante o sono.
  • Convulsões, às vezes com movimentos de mastigar e baba, as chamadas “convulsões de mascar chiclete”.
  • Andar em círculos, cabeça inclinada, falta de coordenação.
  • Movimentos rápidos e involuntários dos olhos.
  • Fraqueza e paralisia parcial ou total, que costuma começar nas patas de trás.

O Merck observa que os sinais neurológicos tendem a piorar com o tempo e que as convulsões podem ficar mais frequentes e mais fortes conforme a doença avança.

Encefalite do cão velho

Existe ainda uma forma rara e tardia, a encefalite crônica conhecida como “encefalite do cão velho”. Segundo o Merck, ela pode surgir em cães adultos, mesmo sem história anterior de cinomose, com falta de coordenação, andar compulsivo sem parar e o hábito de pressionar a cabeça contra a parede. Cães com essa forma em geral não transmitem a doença.

Quando procurar o veterinário

A AVMA orienta procurar o veterinário imediatamente diante de qualquer sinal compatível com cinomose. Na prática:

Vá ao veterinário hoje (sinais de emergência):

  • Convulsão, mesmo que pareça ter passado.
  • Tremores rítmicos (tiques) na cabeça, na mandíbula ou nas patas.
  • Dificuldade para respirar ou respiração muito rápida.
  • Vômito ou diarreia repetidos, principalmente em filhote, com risco de desidratação.
  • Fraqueza nas patas de trás, tropeços, andar em círculos.
  • Filhote ou cão sem vacina com febre, remela e apatia.

Enquanto isso, em casa:

  1. Isole o cão doente de outros cães, inclusive os da própria casa, como recomenda a AVMA.
  2. Separe potes, caminha e brinquedos dele.
  3. Lave as mãos e, se possível, troque de roupa depois de cuidar dele.
  4. Ligue para a clínica antes de chegar e avise que é suspeita de cinomose, para que o cão seja recebido longe da sala de espera.
  5. Não ofereça remédio de gente nem “receitas” da internet. Vômito e diarreia sem controle desidratam rápido, e alguns medicamentos humanos são tóxicos para cães.

Se o seu cachorro é filhote e está com diarreia, o guia cachorro com diarreia: quando ir ao veterinário ajuda a reconhecer os sinais de gravidade, e o texto sobre como saber se o cachorro está com dor mostra os sinais que muita gente deixa passar.

Como é feito o diagnóstico?

Segundo a AVMA, o veterinário costuma diagnosticar a cinomose juntando os sinais clínicos a exames de laboratório. O Merck lista as ferramentas mais usadas:

  • RT-PCR, que detecta o material genético do vírus em amostras como sangue, urina, secreção dos olhos ou líquido da medula. A versão quantitativa pode ajudar a distinguir infecção natural de vírus vacinal.
  • Testes de anticorpos e de antígeno, como ELISA e imunofluorescência, incluindo testes rápidos feitos na clínica.
  • Hemograma, que pode mostrar queda dos glóbulos brancos.
  • Análise do líquido cefalorraquidiano nos casos neurológicos, quando outros exames vêm negativos.

Um resultado negativo não descarta a doença se os sinais forem típicos, principalmente na forma neurológica, em que os exames de rotina às vezes falham. Por isso o veterinário pode repetir testes ou pedir exames diferentes.

Cinomose tem cura? Como é o tratamento

Não existe medicamento que elimine o vírus. A AVMA é direta: não há cura e nenhum antiviral foi aprovado para combater a infecção. O Merck acrescenta que nenhum tratamento é específico ou funciona sempre. Por isso o tratamento é de suporte: ajudar o organismo a resistir enquanto o sistema de defesa enfrenta o vírus.

O que o veterinário pode incluir, conforme cada caso:

ProblemaO que se busca no tratamento
Desidratação por vômito e diarreiaSoro na veia e reposição de sais
Infecções bacterianas secundárias (pneumonia, por exemplo)Antibióticos escolhidos pelo veterinário
Vômito, febre e dorMedicamentos de controle dos sintomas
ConvulsõesAnticonvulsivantes e acompanhamento
Falta de apetiteSuporte nutricional, às vezes por sonda
Secreção nos olhos e no narizLimpeza e cuidados de enfermagem

Muitos cães precisam de internação em área de isolamento. Terapias com anticorpos contra o vírus e outras abordagens experimentais aparecem na literatura científica, mas o Merck as trata como promissoras ou em estudo, não como cura. Desconfie de promessas de “cura garantida” com produtos vendidos pela internet: além de não terem eficácia comprovada, atrasam o cuidado que realmente faz diferença.

Qual é o prognóstico?

Depende principalmente da gravidade dos sinais neurológicos. Segundo o Merck, com cuidado rápido o cão pode se recuperar totalmente dos sinais gerais (febre, diarreia, pneumonia), mas a evolução neurológica é imprevisível. A AVMA estima que cerca de 1 em cada 2 cães com cinomose morre da infecção. Quando os sinais neurológicos são graves e pioram, o veterinário pode conversar com a família sobre eutanásia, uma decisão difícil que deve ser tomada com calma e informação.

Quais são as sequelas da cinomose?

Segundo a AVMA, os cães que sobrevivem ficam com imunidade para a vida toda contra o vírus, mas em geral carregam danos permanentes no sistema nervoso. As sequelas mais comuns:

  • Mioclonia permanente: o tique continua para sempre em uma pata ou na cabeça. Muitos cães se adaptam bem e vivem com qualidade.
  • Convulsões que podem exigir medicação contínua.
  • Fraqueza ou falta de coordenação nas patas de trás.
  • Dentes com esmalte defeituoso, quando a infecção aconteceu antes da troca dos dentes.
  • Almofadinhas das patas endurecidas.

Cães com sequelas podem ter vida boa com adaptações: piso antiderrapante, tapetes, rampas no lugar de escadas, passeios mais curtos e fisioterapia indicada pelo veterinário. O acompanhamento periódico ajuda a ajustar o tratamento das convulsões e a perceber dor ou piora.

Como prevenir a cinomose: vacina e cuidados

A vacina

A vacina contra cinomose é uma das vacinas essenciais para todos os cães do mundo, ao lado das que protegem contra o adenovírus canino (hepatite infecciosa) e a parvovirose, segundo as diretrizes de vacinação da WSAVA de 2024. No Brasil, ela vem nas vacinas combinadas conhecidas como V8 e V10.

O ponto mais importante para o filhote são os anticorpos da mãe. Eles protegem nas primeiras semanas, mas também neutralizam a vacina, e o nível deles varia muito entre filhotes da mesma ninhada. Por isso a WSAVA recomenda:

EtapaO que dizem as diretrizes da WSAVA
InícioEntre 6 e 8 semanas de vida (nunca antes de 4 semanas com vacina de vírus vivo modificado, segundo o relatório para a América Latina)
Série do filhoteDoses a cada 2 a 4 semanas
Última dose da sérieCom 16 semanas de vida ou mais
ReforçoA partir de 26 semanas, para pegar os filhotes em que os anticorpos da mãe ainda atrapalharam
AdultoRevacinação conforme o protocolo do veterinário; a WSAVA indica que a imunidade das vacinas essenciais modernas dura anos

Se o tutor só consegue pagar uma dose (por exemplo, num resgate), a WSAVA orienta que ela seja aplicada com 16 semanas ou mais, quando a interferência dos anticorpos da mãe já passou. E um cão adulto que nunca foi vacinado ou está atrasado ainda pode e deve ser vacinado: como lembra a AVMA, nunca é tarde.

O calendário completo, com as diferenças entre V8 e V10, está no guia de vacinas para cachorro.

Cuidados até o filhote completar as vacinas

A AVMA recomenda cautela ao levar filhotes sem a série completa a lugares onde cães se reúnem: pet shops, parques, aulas de adestramento, creches, hotéis e banho e tosa. Outras medidas:

  • Prefira estabelecimentos que exijam carteira de vacinação em dia.
  • Ao adotar ou comprar um filhote, peça a carteira de vacinação e leve-o ao veterinário nos primeiros dias. O guia como adotar um pet traz um checklist para os primeiros dias.
  • Faça uma quarentena com o cão novo antes de juntá-lo aos outros da casa.
  • Mantenha o cachorro longe de animais silvestres.

Limpeza da casa depois de um caso

Como o vírus é sensível à maioria dos desinfetantes, a limpeza regular de pisos, potes e caminhas com produto adequado ajuda. Antes de trazer um filhote novo para uma casa onde houve cinomose, converse com o veterinário sobre o intervalo e sobre a vacinação do novo morador: a proteção mais segura é ele chegar já com a série de vacinas em andamento.

Erros comuns que custam caro

  • Achar que é só uma gripe. Remela e nariz escorrendo em filhote sem vacina merecem consulta.
  • Parar a série de vacinas na segunda dose. É justamente a última, com 16 semanas ou mais, que garante a proteção de muitos filhotes.
  • Passear com o filhote antes de completar as vacinas em lugares muito frequentados por outros cães.
  • Juntar um cão resgatado aos outros no mesmo dia, sem consulta e sem quarentena.
  • Gastar tempo com tratamentos milagrosos. O que salva cães com cinomose é suporte veterinário rápido.

Proteger o filhote é o maior gesto de cuidado

A cinomose é grave, mas a maior parte dos casos poderia ser evitada com uma série de vacinas completa e alguns cuidados nas primeiras semanas de vida. Se o seu cachorro mostrar febre, remela, tosse, diarreia ou qualquer tremor diferente, procure o veterinário sem esperar. Para manter vacinas, vermífugos e check-ups organizados em cada fase da vida, o guia de saúde de cães e gatos reúne tudo num só lugar.

E se o seu cachorro venceu a cinomose, com ou sem sequelas, essa história de força merece ser lembrada: você pode eternizar a foto dele no mural de 1 milhão de pets.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário. Se o seu pet apresentar sinais de emergência, procure atendimento imediatamente.

Perguntas frequentes

Cinomose tem cura?

Não existe um remédio que elimine o vírus. Segundo a AVMA (American Veterinary Medical Association), não há cura nem antiviral aprovado, e o tratamento é de suporte: soro, controle de vômito, diarreia e convulsões e prevenção de infecções secundárias. Muitos cães sobrevivem com esse cuidado, principalmente quando ele começa cedo, mas a AVMA estima que cerca de 1 em cada 2 cães doentes morre e que os sobreviventes costumam ficar com danos permanentes no sistema nervoso.

Cinomose passa para humanos?

A cinomose não é uma doença de pessoas. As fontes veterinárias, como o Manual Veterinário Merck e a AVMA, descrevem o vírus como capaz de infectar cães, furões e vários animais silvestres, como raposas e guaxinins. O cuidado de higiene em casa serve para proteger outros cães, já que o vírus pode ser levado em roupas, potes e objetos.

Cinomose passa para gato?

Segundo a AVMA, gatos podem ser infectados pelo vírus, mas é improvável que fiquem doentes. A cinomose não deve ser confundida com a panleucopenia felina, às vezes chamada de cinomose felina, que é outra doença, causada por outro vírus e prevenida pela vacina essencial dos gatos.

Cachorro vacinado pode pegar cinomose?

É raro, mas pode acontecer, sobretudo em filhotes que ainda não completaram a série de vacinas ou que receberam a vacina enquanto os anticorpos da mãe ainda a neutralizavam. Por isso a WSAVA (World Small Animal Veterinary Association) recomenda várias doses a cada 2 a 4 semanas, com a última com 16 semanas de vida ou mais, e um reforço a partir de 26 semanas.

Quanto tempo dura a cinomose?

Não há um prazo fixo. O Manual Veterinário Merck descreve uma primeira febre 3 a 6 dias depois da infecção e, após uma melhora curta, uma segunda fase com secreção, apatia e falta de apetite. Os sinais neurológicos podem surgir junto, depois de semanas ou isolados, e em alguns cães se arrastam por meses ou ficam como sequela permanente.

Cachorro que sobreviveu à cinomose pode pegar de novo?

Segundo a AVMA, os cães que sobrevivem ficam com imunidade para a vida toda contra o vírus da cinomose. Mesmo assim, o veterinário deve orientar o restante do calendário de vacinas, porque a vacina combinada protege também contra parvovirose, hepatite infecciosa e outras doenças.

Fontes consultadas

  1. Canine Distemper (Hardpad Disease) (Merck Veterinary Manual (versão para tutores))
  2. Canine Distemper (versão profissional) (Merck Veterinary Manual)
  3. Canine Distemper (folheto para tutores, 2022) (AVMA (American Veterinary Medical Association))
  4. 2024 Guidelines for the Vaccination of Dogs and Cats (Executive Summary) (WSAVA (World Small Animal Veterinary Association))
  5. Recommendations on vaccination for Latin American small animal practitioners: a report of the WSAVA Vaccination Guidelines Group (Day et al., 2020) (Journal of Small Animal Practice)

Foto da capa: freestocks.org, via Flickr (CC0 (domínio público)).

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