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titulo: "Vacinas para cachorro: calendário completo, V8, V10 e antirrábica"
descricao: "Vacinas para cachorro: veja o calendário do filhote ao adulto, a diferença entre V8 e V10, quando dar a antirrábica, as reações e quando procurar o veterinário."
url: https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/vacinas-para-cachorro
categoria: "Saúde e bem-estar"
autor: "Redação 1M de Pets"
publicado: 2026-07-21T10:00:00.000Z
atualizado: 2026-07-21T10:00:00.000Z
tags: ["vacinas", "v8", "v10", "antirrábica", "filhote", "cachorro", "prevenção"]
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# Vacinas para cachorro: calendário completo, V8, V10 e antirrábica

> As vacinas para cachorro essenciais são a polivalente (V8 ou V10), que protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa e leptospirose, entre outras doenças, e a antirrábica. O filhote começa entre 6 e 8 semanas de vida, recebe uma dose a cada 2 a 4 semanas até completar 16 semanas ou mais, ganha um reforço entre 6 meses e 1 ano e, no Brasil, costuma repetir as duas vacinas todo ano, conforme a orientação do veterinário.

## Em resumo

- Polivalente (V8 ou V10) e antirrábica são as vacinas que todo cachorro deve tomar no Brasil.
- O filhote toma várias doses, a cada 2 a 4 semanas, e a última precisa cair com 16 semanas ou mais.
- A antirrábica entra a partir de 12 semanas e, no Brasil, é repetida todo ano; pergunte na prefeitura se há vacinação gratuita.
- A diferença entre V8 e V10 está no número de variedades de leptospira cobertas.
- Reações leves (sono, febre baixa, sensibilidade no local) são comuns; inchaço no rosto ou falta de ar é emergência.

As vacinas para cachorro são uma das formas mais simples e baratas de proteger o seu cão de doenças que matam, como cinomose, parvovirose e raiva. No Brasil, todo cachorro deve receber dois tipos de vacina: a **polivalente** (a famosa V8 ou V10) e a **antirrábica**. O resto do protocolo depende de onde e como ele vive.

A parte que mais confunde é o calendário: por que o filhote toma tantas doses, quando entra a antirrábica, se o reforço é mesmo anual. Abaixo você encontra o esquema completo, do filhote ao adulto, a diferença real entre V8 e V10, as outras vacinas (inclusive as que não são recomendadas) e os sinais de reação que pedem veterinário.

As informações seguem as diretrizes da WSAVA (World Small Animal Veterinary Association), incluindo as recomendações que o grupo de vacinação da entidade fez especificamente para a América Latina, e as orientações do Ministério da Saúde. O protocolo final do seu cão, porém, quem monta é o médico-veterinário, depois de examinar o animal.

## Quais são as vacinas essenciais para cachorro?

As [diretrizes de vacinação de 2024 da WSAVA](https://wsava.org/wp-content/uploads/2024/05/2024-Guidelines-for-the-Vaccination-of-Dogs-and-Cats.pdf) dividem as vacinas em três grupos:

- **Essenciais (core):** as que todo cachorro deve tomar, em qualquer lugar do mundo. Protegem contra o vírus da cinomose, o adenovírus canino (causador da hepatite infecciosa) e o parvovírus.
- **Não essenciais (non-core):** recomendadas conforme o estilo de vida e a região, como as vacinas contra tosse dos cães e leishmaniose.
- **Não recomendadas:** aquelas para as quais falta evidência científica que justifique o uso. No documento para a América Latina, o grupo inclui aqui as vacinas contra coronavírus e giárdia.

Duas observações deixam o protocolo brasileiro mais completo do que o mínimo global. Onde a raiva é endêmica, a WSAVA considera a antirrábica essencial mesmo sem exigência legal (e, segundo o grupo da WSAVA, a legislação na América Latina ainda exige a dose anual). E, em países ou regiões onde a leptospirose canina é endêmica, as variedades envolvidas são conhecidas e há vacinas adequadas, a entidade recomenda vacinar todos os cães e tratar essa vacina também como essencial. Segundo o [Ministério da Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/raiva), a raiva é quase sempre fatal, com letalidade de aproximadamente 100%. Já a [leptospirose](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/leptospirose), transmitida principalmente pela urina de ratos, tem elevada incidência em determinadas áreas do país, e as inundações facilitam a ocorrência de surtos.

Na prática, isso significa que o cão brasileiro precisa de:

1. **Vacina polivalente (V8 ou V10):** protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa e leptospirose e costuma incluir também adenovirose respiratória, parainfluenza e coronavirose.
2. **Antirrábica:** raiva.

## Calendário de vacinas para cachorro filhote

Logo depois de nascer, o filhote recebe anticorpos da mãe, principalmente pelo colostro (o primeiro leite). Eles protegem nas primeiras semanas, mas também "apagam" a vacina se ela for dada cedo demais. Como o nível desses anticorpos varia muito, até entre irmãos da mesma ninhada, ninguém sabe o dia exato em que a vacina vai pegar. Por isso a WSAVA recomenda **várias doses, a cada 2 a 4 semanas, com a última aplicada com 16 semanas de vida ou mais**.

Um calendário típico no Brasil fica assim:

| Idade aproximada | Vacina | Observação |
|---|---|---|
| 6 a 8 semanas (42 a 56 dias) | 1ª dose da polivalente (V8 ou V10) | Primeira consulta, exame físico e plano de vermífugo |
| 2 a 4 semanas depois | 2ª dose da polivalente | O intervalo exato é definido pelo veterinário |
| 2 a 4 semanas depois | 3ª dose da polivalente | Se o esquema começou cedo, pode haver uma 4ª dose |
| A partir de 12 semanas | Antirrábica | Pode coincidir com uma das doses da polivalente |
| 16 semanas ou mais | Última dose da série | A data precisa cair em 16 semanas ou depois |
| A partir de 26 semanas (6 meses), até 1 ano | Reforço da polivalente | Protege os poucos filhotes em que os anticorpos maternos ainda atrapalharam |
| Adulto | Polivalente e antirrábica | No Brasil, em geral uma vez por ano |

Repare que o número de doses não é fixo: depende de quando o esquema começou. Um filhote que toma a primeira dose com 6 semanas pode precisar de quatro doses até passar das 16 semanas; um que começa com 9 semanas pode fechar com três.

E se o cachorro já é adulto e você não sabe o histórico (caso comum na [adoção de cachorro](https://ummilhaodepets.com.br/blog/cuidados/como-adotar-um-pet))? Ele precisa ser avaliado e iniciar um esquema próprio para adultos, definido pelo veterinário.

## V8 ou V10: qual a diferença e qual escolher

V8 e V10 não são marcas, são nomes populares para vacinas polivalentes que combinam vários antígenos. O número indica quantas proteções a vacina reúne. A composição exata muda de fabricante para fabricante, então vale conferir a etiqueta colada na carteirinha.

| Doença | V8 | V10 | O que causa |
|---|---|---|---|
| Cinomose | Sim | Sim | Doença viral grave, com sinais respiratórios, digestivos e neurológicos |
| Parvovirose | Sim | Sim | Vômito e diarreia com sangue, muito grave em filhotes |
| Hepatite infecciosa (adenovírus tipo 1) | Sim | Sim | Inflamação do fígado e outros órgãos |
| Adenovirose (adenovírus tipo 2) | Sim | Sim | Doença respiratória, parte da "tosse dos cães" |
| Parainfluenza | Sim | Sim | Doença respiratória contagiosa |
| Coronavirose | Sim | Sim | Diarreia, em geral leve |
| Leptospirose | 2 variedades | 4 variedades | Doença bacteriana que afeta rins e fígado e passa para pessoas |

A diferença, portanto, está nas variedades (sorovares) de leptospira. Na [revisão que fez para a América Latina](https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7228315), publicada em 2020 no Journal of Small Animal Practice, o grupo de vacinação da WSAVA observou que as variedades dominantes na região parecem continuar sendo Canicola e Copenhageni, cobertas pelas vacinas tradicionais de duas variedades, e não encontrou evidência suficiente para recomendar as de quatro como regra. Isso não torna a V10 inútil: em áreas com outras variedades circulando, ela pode fazer sentido. A escolha deve partir do risco local, e quem tem esse mapa é o veterinário da sua região.

O mesmo documento traz outro ponto pouco comentado: a vacina contra o coronavírus entérico, presente em muitas polivalentes vendidas na região, não é recomendada pelo grupo, porque estudos mostraram que ela não reduz a infecção nem a eliminação do vírus nas fezes. A WSAVA defende usar a menor combinação de antígenos que proteja o cão, em vez de "quanto mais, melhor".

## Antirrábica: quando dar e por que repetir todo ano

A vacina antirrábica é aplicada a partir de 12 semanas (3 meses) de vida, com um novo reforço 12 meses depois, segundo o grupo da WSAVA para a América Latina. Depois disso, no Brasil, ela é repetida todo ano. Para o Ministério da Saúde, a vacinação anual de cães e gatos é eficaz na prevenção da raiva nesses animais, o que consequentemente previne também a raiva humana.

Alguns pontos importantes:

- **A raiva é quase sempre fatal.** O Ministério da Saúde fala em letalidade de aproximadamente 100%, por isso a prevenção pela vacina é o que protege o cão e a família.
- **Cachorro de apartamento também precisa.** A regra vale para todo cão, e morcegos podem carregar o vírus por muito tempo sem mostrar sinais. Se encontrar um morcego caído no chão ou agindo de forma estranha, não toque nele e mantenha o cão longe.
- **Pergunte pela vacinação gratuita.** Consulte a secretaria de saúde ou o centro de controle de zoonoses da sua cidade para saber se há campanha ou posto que aplique a antirrábica de graça em cães e gatos.
- **Mordida exige ação.** Se uma pessoa for mordida ou arranhada por um animal, a orientação do Ministério é lavar o ferimento com bastante água e sabão o mais rápido possível, aplicar um antisséptico e procurar logo atendimento médico, que avalia a necessidade de vacina ou soro.

Guarde o comprovante da antirrábica na carteirinha. Ele é pedido em viagens, hotéis para cães, creches e, em caso de mordida, pode evitar complicações.

## Outras vacinas para cachorro: tosse dos cães, leishmaniose e giárdia

Algumas vacinas não entram no protocolo de todo cão. Umas podem ser indicadas conforme o estilo de vida e a região; outras não são recomendadas:

- **Tosse dos cães (traqueobronquite infecciosa):** protege contra agentes como a bactéria *Bordetella* e o vírus da parainfluenza. A WSAVA considera essa vacina não essencial para o cão que vive em casa, mas essencial em abrigos. Na prática, costuma ser pedida para cães que frequentam creche, hotel, banho e tosa ou parques com muitos cães.
- **Leishmaniose:** na revisão de 2020, o grupo da WSAVA para a América Latina citou uma vacina licenciada no Brasil. Ela é classificada como não essencial: pode evitar ou diminuir os sinais da doença, mas nem sempre impede a infecção, e só deve ser aplicada em cães com exame negativo. O mesmo grupo destaca que proteger o cão da picada do mosquito-palha, com inseticidas (especialmente coleiras) indicados pelo veterinário, é mais importante do que vacinar, e que, sempre que possível, o ideal é combinar as duas medidas. Pergunte ao veterinário se a vacina está disponível e se faz sentido na sua região.
- **Giárdia:** o mesmo grupo **não recomenda** essa vacina, porque cães vacinados não ficaram mais protegidos contra a infecção nem contra a diarreia do que cães não vacinados. O controle da giárdia passa por higiene, água limpa e exame de fezes (veja o guia de [vermífugo para cachorro e gato](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/vermifugo-cachorro-e-gato)).

## Reforço anual ou a cada três anos?

Essa dúvida é legítima, porque você pode encontrar as duas respostas. Para os componentes virais (cinomose, adenovírus e parvovírus), a WSAVA afirma que a imunidade das vacinas modernas de vírus vivo modificado dura muitos anos, e que elas não devem ser repetidas com mais frequência do que o necessário. O grupo para a América Latina lembra ainda que produtos registrados aqui com validade de um ano têm, em outros mercados, registro de pelo menos três anos.

No Brasil, porém, três fatores mantêm o reforço anual como o mais comum:

1. **Registro local:** muitas vacinas vendidas aqui têm validade registrada de um ano.
2. **Leptospirose:** a proteção contra ela dura cerca de um ano, então esse componente precisa de reforço anual.
3. **Antirrábica:** a vacinação anual é a regra das autoridades de saúde.

A WSAVA também incentiva trocar a ideia de "consulta da vacina" pela de **check-up anual**, em que a vacina é só uma parte de uma avaliação completa (peso, dentes, coração, pele, parasitas). Em cães adultos, o veterinário pode ainda pedir sorologia, um exame de sangue que mede anticorpos e ajuda a decidir se o reforço de certos componentes é necessário.

## Reações à vacina: o que é normal e quando procurar o veterinário

Reações adversas são pouco frequentes e, quase sempre, leves. O documento da WSAVA para a América Latina estima de 30 a 50 reações (a maioria leve e passageira) a cada 10 mil vacinações.

**É comum e costuma passar em 2 a 3 dias:**

- sonolência e menos disposição para brincar;
- apetite um pouco menor;
- febre baixa;
- leve sensibilidade ou um pequeno inchaço no local da aplicação.

Segundo o mesmo documento, esse quadro leve de apatia, falta de apetite e febre nem chega a ser considerado reação adversa: é um sinal de que a vacina estimulou o sistema imune.

### Sinais de emergência

Procure o veterinário **imediatamente** se, minutos ou horas depois da vacina, o cão apresentar:

- inchaço no focinho, nos olhos ou na boca;
- placas vermelhas ou coceira intensa pelo corpo;
- vômitos repetidos ou diarreia;
- dificuldade para respirar, gengiva pálida ou arroxeada;
- fraqueza súbita, desmaio ou colapso.

Também vale ligar para o veterinário se a apatia ou a falta de apetite durarem mais de três dias, ou se o inchaço no local crescer, ficar quente, dolorido ou não diminuir. Informe sempre qualquer reação: o veterinário anota na ficha e pode mudar o protocolo nas próximas doses.

## Cuidados antes e depois da vacina

Alguns cuidados simples fazem a vacina funcionar melhor:

- **Vacine só o cão saudável.** A WSAVA orienta adiar a vacina de qualquer animal doente até ele se recuperar. Por isso o exame antes da aplicação é tão importante.
- **Fêmeas prenhes:** o ideal, segundo a WSAVA, é não vacinar durante a gestação. Se a cadela estiver prenhe ou houver chance de estar, avise o veterinário antes da aplicação.
- **Vacine com o veterinário.** Vacinas precisam de armazenamento refrigerado correto, e a consulta junto permite detectar outros problemas a tempo.
- **Guarde a carteirinha.** Ela registra data, vacina, lote e próxima dose. Fotografe e guarde no celular.
- **Controle de vermes em dia.** Vacina e vermífugo andam juntos no calendário do filhote.
- **Socialização segura.** O período de socialização do filhote coincide com a fase em que ele ainda não está totalmente protegido. Mesmo assim, a WSAVA incentiva a socialização, porque problemas de comportamento estão entre os principais motivos para cães serem entregues ou abandonados mais tarde. Para reduzir o risco, sugere aulas para filhotes em ambientes limpos, com todos os cães participantes vacinados.

Até o veterinário liberar, evite chão de praça, pet shops movimentados e contato com cães de vacinação desconhecida. O parvovírus, por exemplo, resiste por pelo menos dois meses em ambientes internos e, ao ar livre, protegido do sol e do ressecamento, por muitos meses e possivelmente anos, segundo o Manual Veterinário Merck. Os mais vulneráveis são cães jovens (de 6 semanas a 6 meses), não vacinados ou com o esquema incompleto. Se o filhote tiver vômito ou diarreia nessa fase, veja os sinais de alerta em [cachorro com diarreia](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/cachorro-com-diarreia) e procure atendimento.

## Vacina em dia é saúde para a vida toda

Vacinar é um dos cuidados com melhor custo-benefício que existem: algumas consultas no primeiro ano e um reforço anual evitam doenças graves, caras de tratar e, em alguns casos, perigosas também para a família. Junto com vermífugo, alimentação adequada e check-up, ela forma a base da [saúde de cães e gatos](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/saude-de-caes-e-gatos). Se em casa também tem felino, o esquema dele é diferente: veja o [calendário de vacinas para gato](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/vacinas-para-gato). E, se está planejando o orçamento, as vacinas entram na conta de [quanto custa ter um cachorro](https://ummilhaodepets.com.br/blog/cuidados/quanto-custa-ter-um-cachorro).

Cada carimbo na carteirinha marca uma fase dessa história, do filhote que chorava na primeira consulta ao adulto que já conhece o caminho da clínica. Se quiser guardar essa fase de um jeito especial, dá para [eternizar a foto dele no mural de 1 milhão de pets](https://ummilhaodepets.com.br/), com nome e tudo, para o Brasil inteiro ver.

## Perguntas frequentes

### Com quantos dias o filhote pode tomar a primeira vacina?

A primeira dose da polivalente costuma ser aplicada entre 6 e 8 semanas de vida (por volta de 42 a 56 dias). Antes disso, os anticorpos que o filhote recebe da mãe tendem a bloquear o efeito da vacina. O veterinário examina o filhote e define a data exata.

### V8 ou V10: qual é melhor?

As duas protegem contra os mesmos vírus principais (cinomose, parvovirose, adenovírus, parainfluenza). A V10 cobre mais variedades de leptospira. O grupo de vacinação da WSAVA para a América Latina não encontrou evidência suficiente para recomendar, como regra, as vacinas com quatro variedades na região, então a escolha deve considerar o risco onde o cão vive, e quem decide é o veterinário.

### Cachorro adulto precisa tomar vacina todo ano?

No Brasil, em geral sim. A antirrábica é anual por exigência das autoridades de saúde, a proteção contra leptospirose dura cerca de um ano e muitas vacinas polivalentes vendidas aqui têm validade registrada de um ano. Em alguns casos, o veterinário pode usar exames de sorologia para avaliar a necessidade do reforço dos componentes virais.

### Meu cachorro atrasou a vacina. Precisa recomeçar tudo?

Nem sempre. Procure o veterinário assim que possível: dependendo da idade do cão e do tempo de atraso, ele pode aplicar só o reforço ou refazer parte do esquema. Enquanto isso, evite lugares com muitos cães de vacinação desconhecida.

### Quando o filhote pode passear na rua?

Quem libera é o veterinário, normalmente depois que o esquema do filhote estiver completo. Antes disso, dá para socializar com segurança: colo, visitas a casas com cães vacinados e saudáveis e aulas para filhotes em ambientes limpos.

## Fontes

- [2024 Guidelines for the Vaccination of Dogs and Cats (Executive Summary)](https://wsava.org/wp-content/uploads/2024/05/2024-Guidelines-for-the-Vaccination-of-Dogs-and-Cats.pdf) (WSAVA (World Small Animal Veterinary Association))
- [Recommendations on vaccination for Latin American small animal practitioners: a report of the WSAVA Vaccination Guidelines Group](https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7228315) (Journal of Small Animal Practice (via PubMed Central))
- [Raiva](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/raiva) (Ministério da Saúde)
- [Leptospirose](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/leptospirose) (Ministério da Saúde)
- [Canine Parvovirus Infection (Parvoviral Enteritis in Dogs)](https://www.merckvetmanual.com/digestive-system/diseases-of-the-stomach-and-intestines-in-small-animals/canine-parvovirus) (Merck Veterinary Manual)

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Fonte: Redação 1M de Pets, Blog do 1M de Pets (https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/vacinas-para-cachorro). Conteúdo informativo; não substitui o médico-veterinário.
