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titulo: "Leishmaniose canina: sintomas, diagnóstico, tratamento e como prevenir"
descricao: "Leishmaniose canina: veja os sintomas no cachorro, como o mosquito-palha transmite, como são o diagnóstico e o tratamento e o que realmente previne a doença."
url: https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/leishmaniose-canina
categoria: "Saúde e bem-estar"
autor: "Redação 1M de Pets"
publicado: 2026-10-19T10:00:00.000Z
atualizado: 2026-10-19T10:00:00.000Z
tags: ["leishmaniose", "calazar", "mosquito-palha", "zoonose", "coleira repelente", "cachorro"]
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# Leishmaniose canina: sintomas, diagnóstico, tratamento e como prevenir

> Leishmaniose canina, ou leishmaniose visceral, é uma doença crônica causada por um protozoário do gênero Leishmania e transmitida pela picada do mosquito-palha. No cachorro, causa emagrecimento, queda de pelo, feridas no focinho e nas orelhas, unhas compridas e problemas nos rins e nos olhos. O cão é o principal reservatório na cidade, e a doença atinge pessoas. Tem tratamento com produto registrado no MAPA, que controla mas não elimina o parasita.

## Em resumo

- A leishmaniose é transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha, ativo ao entardecer e à noite.
- Entre 40% e 60% dos cães infectados podem não ter sintomas, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte.
- Emagrecimento, pelo opaco, feridas no focinho e nas orelhas e unhas crescidas são sinais clássicos.
- O tratamento só pode ser feito com produto veterinário registrado no MAPA; melhora os sinais, mas o cão continua portador.
- Repelente específico para cães, limpeza do quintal e proteção ao entardecer são a base da prevenção.
- Em pessoas, a leishmaniose visceral sem tratamento pode matar até 90% dos casos, segundo o Ministério da Saúde.

Leishmaniose canina é uma doença crônica e grave causada por um protozoário do gênero *Leishmania* e transmitida ao cachorro pela picada do mosquito-palha. Ela ataca pele, rins, fígado, baço, olhos e medula óssea, pode levar meses ou anos para dar sinais e é uma zoonose: o mesmo mosquito leva o parasita do cão infectado para as pessoas. Tem tratamento, que controla a doença sem eliminar o parasita, e a prevenção começa por evitar a picada.

No Brasil, a leishmaniose visceral, também chamada de calazar, deixou de ser uma doença rural do Nordeste e hoje aparece em cidades grandes de todas as regiões. Para muitos tutores, o diagnóstico chega como um choque, junto com dúvidas sobre tratamento, eutanásia e risco para a família.

Neste guia você vai entender como o parasita chega ao seu cachorro, quais sinais observar, como é o diagnóstico, o que a lei permite no tratamento, como proteger o cão e a casa e o que mudou com a vacina.

## O que é a leishmaniose canina?

A leishmaniose visceral é, segundo o [Ministério da Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/leishmaniose-visceral), "uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico". No Brasil, o agente é a *Leishmania infantum* (também chamada de *L. chagasi*), e o **cão é o principal reservatório do parasita em área urbana**. Isso quer dizer que, nas cidades, o cachorro infectado é a principal fonte de onde o mosquito tira o parasita.

Existem duas formas principais de leishmaniose no país:

| | Leishmaniose visceral (calazar) | Leishmaniose tegumentar |
|---|---|---|
| O que atinge | Órgãos internos (fígado, baço, medula, rins) e pele | Pele e mucosas |
| Papel do cão | Principal reservatório urbano | Pode ser infectado, mas não é o reservatório principal |
| Gravidade em pessoas | Sem tratamento, pode matar até 90% dos casos, segundo o Ministério da Saúde | Feridas na pele que exigem tratamento |

Quando se fala em "leishmaniose canina" no dia a dia, quase sempre é a **visceral**, e é dela que este guia trata.

### A leishmaniose é comum no Brasil?

Sim. Uma apresentação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde de 2017 registrava cerca de **3.200 casos humanos novos em 2016**, com letalidade de 7,8%, 39% dos casos em crianças de 0 a 9 anos e casos caninos em 25 unidades da federação. O Brasil aparece entre os poucos países que concentram a maior parte dos casos do mundo. O Manual Veterinário Merck cita a América do Sul entre as regiões onde a doença em cães é comum.

## Como o cachorro pega leishmaniose?

Pela **picada da fêmea do flebotomíneo**, o mosquito-palha, também chamado de asa-dura, tatuquira ou birigui. A principal espécie transmissora no Brasil é a *Lutzomyia longipalpis*. O ciclo:

1. A fêmea do mosquito pica um cão infectado e ingere o parasita.
2. O parasita se desenvolve dentro do mosquito.
3. Na picada seguinte, o mosquito transmite o parasita a outro cão ou a uma pessoa.

Conhecer o mosquito ajuda a se proteger. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte:

- Mede de **2 a 3 milímetros**, tem cor clara, amarelada ou de palha, e pousa com as **asas abertas e levantadas**.
- É ativo ao **entardecer e à noite**.
- Voa pouco, cerca de 250 metros, e em pequenos saltos.
- As larvas se desenvolvem em **solo úmido, sombreado e rico em matéria orgânica**: folhas caídas, frutos apodrecidos, fezes de animais, galinheiros.

Por isso quintais com folhas acumuladas, árvores frutíferas e galinheiro são o ambiente perfeito para ele.

## Quais são os sintomas da leishmaniose canina?

O primeiro desafio é que muitos cães não mostram nada. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, **de 40% a 60% dos cães de uma população infectada podem não ter sintomas**, e o período de incubação, segundo o Merck, vai de **meses a vários anos**. Mesmo sem sinais, o cão infectado pode transmitir o parasita ao mosquito.

Quando a doença aparece, os sinais variam muito:

| Onde | Sinais mais comuns |
|---|---|
| Estado geral | Perda de apetite, emagrecimento, fraqueza, febre irregular |
| Pele e pelo | Pelo opaco, queda de pelo (muitas vezes começando na cabeça), descamação intensa, feridas no focinho, na face e nas pontas das orelhas |
| Unhas | Crescimento exagerado das unhas |
| Olhos | Conjuntivite e outras inflamações oculares |
| Sangue | Anemia, sangramento pelo nariz |
| Órgãos | Fígado e baço aumentados, diarreia crônica |
| Rins | Insuficiência renal, uma das complicações mais graves |
| Locomoção | Mancar, dificuldade nas patas de trás em estágios avançados |

O Merck descreve a pele com queda de pelo e descamação intensa, que costuma começar na cabeça, e cita insuficiência renal, doença nos olhos e sangramento nasal entre as manifestações. Muitos desses sinais lembram outras doenças, como sarna, alergias, doença do carrapato e doença renal, e só exames diferenciam.

## Quando procurar o veterinário

**Marque consulta nos próximos dias se o seu cachorro:**

- Está emagrecendo sem motivo aparente.
- Tem queda de pelo, descamação ou feridas no focinho e nas orelhas que não saram.
- Está com as unhas crescendo muito mais rápido que o normal.
- Mora ou viajou para uma região com casos de leishmaniose, mesmo sem sinais.

**Procure atendimento com urgência se houver:**

- Sangramento pelo nariz.
- Vômitos, falta de apetite total e muita sede ou muito xixi, sinais possíveis de problema nos rins.
- Gengiva muito pálida, fraqueza intensa ou desmaio.
- Olhos muito vermelhos, doloridos ou opacos.

Cães escondem desconforto; o guia [como saber se o cachorro está com dor](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/sinais-de-dor-em-caes-e-gatos) ajuda a perceber o que nem sempre é óbvio.

## Como é feito o diagnóstico?

Segundo o Ministério da Saúde e o Merck, o diagnóstico usa exames de sangue que detectam anticorpos contra o parasita ou o próprio parasita:

- **Teste rápido imunocromatográfico (TR)**, muito usado como triagem pelos serviços de saúde.
- **ELISA**, usado para confirmar. Em Belo Horizonte, por exemplo, o caso canino é confirmado com teste rápido e ELISA reagentes.
- **Exame parasitológico**, que procura o parasita em amostras de medula óssea, linfonodo ou pele. É o diagnóstico de certeza, mas um resultado negativo não exclui a infecção.
- **PCR**, que detecta o material genético do parasita em laboratórios especializados.

Depois do diagnóstico, o veterinário pede **hemograma, bioquímica e exame de urina** para avaliar rins e fígado e definir o estágio da doença, o que orienta o tratamento e o prognóstico.

Se o exame foi feito pelo serviço público e você discorda do resultado, pergunte sobre contraprova: em Belo Horizonte, por exemplo, há prazo para repetir o exame em laboratório da rede.

## Leishmaniose canina tem cura? O que diz a lei sobre o tratamento

Durante anos, a única saída oferecida a muitos tutores foi a eutanásia. Isso mudou, mas com regras.

### O que a lei permite

A **Portaria Interministerial nº 1.426/2008** proíbe tratar a leishmaniose visceral em cães com **produtos de uso humano ou produtos não registrados no MAPA** (Ministério da Agricultura e Pecuária). A mesma portaria criou o caminho para registrar um produto veterinário específico, com ensaios clínicos e aprovação conjunta do MAPA e do Ministério da Saúde. Segundo a apresentação da SVS/MS, um produto veterinário aprovado por esse caminho está **disponível no mercado desde dezembro de 2016**, com um princípio ativo que não é usado no tratamento de pessoas.

Na prática:

- **O tratamento é permitido**, com produto veterinário registrado e prescrição do médico-veterinário.
- **É vedado usar remédio de gente** ou produto sem registro.
- O tratamento é uma **escolha individual do tutor**, não uma medida de saúde pública, como explica a Prefeitura de Belo Horizonte.

### O que esperar do tratamento

Segundo a apresentação da SVS/MS, o produto registrado mostrou remissão e redução dos sinais clínicos e redução significativa da quantidade de parasitas, e metade dos cães que infectavam o mosquito deixaram de infectar. Mas há limites importantes:

| Ponto | O que dizem as fontes |
|---|---|
| Cura | Os medicamentos atuais não eliminam totalmente o parasita nas pessoas e nos cães (Ministério da Saúde) |
| Duração | Em geral de 6 a 12 meses ou mais, com combinação de medicamentos definida pelo veterinário (Merck) |
| Recaídas | Comuns; o cão pode seguir portador (Merck) |
| Transmissão | O cão tratado pode continuar como fonte de infecção para o mosquito (Ministério da Saúde) |
| Acompanhamento | Exames periódicos por toda a vida, principalmente da função dos rins |

Por isso, **cão em tratamento continua precisando de repelente o tempo todo**: é o que protege a família e os vizinhos.

### E a eutanásia?

A eutanásia de cães infectados continua prevista como uma das formas de controle nas normas do Ministério da Saúde, que recomenda que ela seja feita de forma integrada às outras ações. A própria apresentação da SVS/MS reconhece que os estudos sobre a eficácia da estratégia são contraditórios e lista limitações, como a demora entre o exame e o recolhimento do cão e a reposição por cães novos e suscetíveis. Em Belo Horizonte, por exemplo, o tutor de cão positivo pode escolher entre o tratamento particular e a entrega do animal ao serviço de zoonoses, com termo de consentimento.

É uma decisão difícil. Converse com o veterinário sobre o estágio da doença, a qualidade de vida do cão, o custo e a sua possibilidade de manter o tratamento e a proteção contra o mosquito por toda a vida.

## Como prevenir a leishmaniose canina

Não existe proteção única. A prevenção combina proteção do cão contra a picada, cuidado com o ambiente e consultas periódicas.

### Repelente no cachorro

- **Coleira ou produto repelente com ação contra o mosquito-palha**, indicado pelo veterinário. O Merck recomenda inseticidas que repelem o flebotomíneo, principalmente onde a doença é comum. O relatório da WSAVA para a América Latina (Day e colaboradores, 2020) afirma que, em áreas endêmicas, usar inseticidas, especialmente coleiras, para evitar as picadas é mais importante do que vacinar.
- **Respeite o prazo de troca.** A coleira com deltametrina a 4% distribuída pelo Ministério da Saúde em municípios prioritários precisa ser trocada a cada 6 meses, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, e é usada em cães a partir de 3 meses.
- Nem toda coleira antipulgas repele o mosquito-palha. Confira com o veterinário se o produto tem essa indicação.

Muitos produtos que protegem contra o mosquito também agem contra pulgas e carrapatos; o guia [como acabar com pulgas](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/como-acabar-com-pulgas) e o texto sobre a [doença do carrapato](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/doenca-do-carrapato) ajudam a montar um controle de parasitas completo.

### No ambiente

As recomendações do Ministério da Saúde e da Prefeitura de Belo Horizonte:

1. **Limpe o quintal com frequência**, retirando folhas, frutos caídos e qualquer matéria orgânica em decomposição.
2. **Dê destino adequado ao lixo orgânico.**
3. **Limpe os abrigos dos animais** e mantenha galinheiros e canis longe da casa.
4. **Evite adubo orgânico** perto de casa em áreas de transmissão.
5. **Telas de malha fina** em janelas e portas, principalmente em canis.
6. **Recolha o cão para dentro ao entardecer e à noite**, horário de maior atividade do mosquito.

### Vacina: o que mudou

A única vacina contra leishmaniose canina registrada no Brasil teve a **fabricação e a venda suspensas pelo MAPA em maio de 2023**, depois que lotes foram reprovados em análises oficiais por teor de proteína abaixo do mínimo exigido. Mesmo quando estava disponível, o Ministério da Saúde a recomendava apenas como **proteção individual**, em cães negativos e sem sintomas, e não como estratégia de controle da doença em pessoas. Pergunte ao veterinário sobre a situação atual antes de qualquer decisão. O calendário das vacinas essenciais está em [vacinas para cachorro](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/vacinas-para-cachorro).

### Exames de rotina

Em áreas com casos, peça ao veterinário para incluir o teste de leishmaniose no check-up anual, mesmo que o cão pareça saudável. E, se for viajar com ele para regiões endêmicas, proteja-o antes da viagem; o guia [viajar com cachorro de carro ou de avião](https://ummilhaodepets.com.br/blog/cuidados/viajar-com-pet) traz um checklist completo.

## Leishmaniose em pessoas: o que a família precisa saber

Segundo o Ministério da Saúde, a leishmaniose visceral em pessoas causa **febre de longa duração, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza e anemia**. Sem tratamento, pode levar à morte em até 90% dos casos. O tratamento humano é **gratuito no SUS**.

O que fazer:

- Se alguém da casa tiver febre prolongada, emagrecimento e barriga inchada, procure uma unidade de saúde e conte que mora em área com casos ou que há cão positivo em casa.
- Crianças e pessoas com imunidade baixa merecem atenção especial.
- A transmissão é pela picada do mosquito; o carinho no cão não é a via descrita. A melhor forma de proteger a família é proteger o cão das picadas e cuidar do quintal.

## Erros comuns

- **Achar que cachorro sem sintoma não tem leishmaniose.** Muitos infectados parecem saudáveis.
- **Usar coleira antipulgas comum** achando que protege do mosquito-palha.
- **Atrasar a troca da coleira repelente.**
- **Interromper o tratamento** quando o cão melhora.
- **Tratar com remédio de gente**, o que é proibido e perigoso.
- **Abandonar o cão positivo**, o que espalha a doença e é crime de maus-tratos (Lei 9.605/1998, art. 32, com pena aumentada para cães e gatos pela Lei 14.064/2020).

## Proteger o cão é proteger a casa toda

A leishmaniose canina é séria, mas hoje o tutor tem mais caminhos do que tinha há dez anos: diagnóstico, tratamento legal e prevenção eficaz com repelente e cuidado com o ambiente. Se o seu cachorro mora em área com casos, converse com o veterinário sobre exame, proteção contra o mosquito e check-ups. O guia de [saúde de cães e gatos](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/saude-de-caes-e-gatos) organiza vacinas, controle de parasitas e consultas em cada fase da vida, e outras doenças que exigem atenção nos filhotes estão no guia sobre [cinomose](https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/cinomose).

Cada dia bem vivido ao lado dele merece ser lembrado: quando quiser, você pode [eternizar a foto do seu cachorro no mural de 1 milhão de pets](https://ummilhaodepets.com.br/).

## Perguntas frequentes

### Leishmaniose canina tem cura?

Não há cura parasitológica: o tratamento controla a doença, melhora os sinais e reduz a quantidade de parasitas, mas não elimina o parasita por completo. Segundo o Manual Veterinário Merck, o tratamento costuma durar de 6 a 12 meses ou mais, e recaídas são comuns. O Ministério da Saúde lembra que o cão tratado pode continuar sendo fonte de infecção para o mosquito, por isso o acompanhamento e o uso de repelente seguem por toda a vida.

### Leishmaniose passa do cachorro para as pessoas?

Não diretamente. A transmissão descrita pelo Ministério da Saúde é pela picada da fêmea do mosquito-palha, que se infecta ao picar um cão doente e depois pica uma pessoa. Carinho, lambida e convivência não são a via de transmissão descrita. Por isso, proteger o cão das picadas protege também a família.

### Cachorro com leishmaniose precisa ser sacrificado?

Não obrigatoriamente. A eutanásia segue prevista como medida de controle nas normas do Ministério da Saúde, mas o tratamento com produto veterinário registrado no MAPA é permitido desde 2016, como escolha individual do tutor, com acompanhamento veterinário. A decisão deve ser tomada com o veterinário, considerando o estado do cão e a situação do município.

### Existe vacina contra leishmaniose canina?

A única vacina registrada no Brasil teve fabricação e venda suspensas pelo MAPA em maio de 2023, depois de lotes reprovados em análises oficiais. Mesmo quando estava disponível, o Ministério da Saúde a considerava uma proteção individual, só para cães negativos, e não uma medida de controle. Pergunte ao veterinário sobre a situação atual e, de qualquer forma, mantenha o repelente.

### Quanto tempo vive um cachorro com leishmaniose?

Depende muito do estágio em que a doença foi descoberta, principalmente da situação dos rins. Cães diagnosticados cedo e tratados podem viver bem por anos, com retornos periódicos. Quando o diagnóstico chega com insuficiência renal avançada, o prognóstico é mais reservado. Só o veterinário, com exames, consegue estimar o caso do seu cão.

### Gato pega leishmaniose?

Gatos podem ser infectados, mas o cão é o principal reservatório da leishmaniose visceral nas cidades, segundo o Ministério da Saúde. Se o seu gato tiver feridas que não saram, leve ao veterinário: entre as doenças que precisam ser diferenciadas estão a esporotricose e a própria leishmaniose.

## Fontes

- [Leishmaniose visceral](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/leishmaniose-visceral) (Ministério da Saúde)
- [Leishmaniose: vacina, tratamento ou sacrifício animal como estratégia de saúde única? (apresentação da SVS/MS, 2017)](https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/arquivos-endesa/05.12/bloco-saude-unica/2-leishmaniose-vacina-tratamento-ou-sacrificio-animal-francisco-lima-junior.pdf) (Ministério da Saúde, publicado pelo MAPA)
- [Leishmaniose visceral canina](https://prefeitura.pbh.gov.br/saude/leishmaniose-visceral-canina) (Prefeitura de Belo Horizonte (Secretaria Municipal de Saúde))
- [Leishmaniosis (Visceral Leishmaniasis) in Dogs](https://www.merckvetmanual.com/dog-owners/disorders-affecting-multiple-body-systems-of-dogs/leishmaniosis-visceral-leishmaniasis-in-dogs) (Merck Veterinary Manual (versão para tutores))
- [Recommendations on vaccination for Latin American small animal practitioners: a report of the WSAVA Vaccination Guidelines Group (Day et al., 2020)](https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7228315) (Journal of Small Animal Practice)
- [Mapa suspende fabricação e venda e determina o recolhimento de lotes de vacina contra leishmaniose](https://www.noticiasagricolas.com.br/noticia/350229) (Notícias Agrícolas (com informações do MAPA, 2023))

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Fonte: Redação 1M de Pets, Blog do 1M de Pets (https://ummilhaodepets.com.br/blog/saude/leishmaniose-canina). Conteúdo informativo; não substitui o médico-veterinário.
